Jornal do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou, ontem, que evitará participar das campanhas eleitorais. Belo Horizonte, onde assumiu compromisso, é uma das poucas cidades onde deve aparecer. Ao ser questionado sobre as eleições, Lula respondeu:

– Eleições? Tô fora.

Ele afirmou ter dificuldade de fazer campanha porque tem "muitos aliados" em todo o país. A idéia do presidente é manter uma intensa agenda de viagem até as vésperas das eleições de outubro.

– Vou evitar ao máximo possível participar das eleições municipais, vou tentar fazer minhas viagens dentro do Brasil e fora – explicou. – Vou deixar as eleições para os partidos e para os candidatos.

Dificuldades

Lula reconheceu que uma das dificuldades para subir em palanques é que tem vários aliados que disputam entre si nos mesmos locais. Para evitar o mal-estar na base de apoio do governo, o presidente vai se empenhar para escapar das campanhas.

– Afinal de contas, eu tenho muitos aliados disputando as eleições – argumentou. – O resultado é sempre assim: os que ganham acham que o mérito é deles, e os que perdem depositam nas minhas costas a derrota, porque eu não fui ou porque fui apoiar o outro.

O presidente vetou terça-feira a participação dos ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) em palanques fora de seus Estados. No caso de Dilma, poderá fazer campanha apenas no Rio Grande do Sul, enquanto Múcio ficará limitado ao restante do país. Por autorização do presidente, os demais ministros estarão livres para participar de campanhas em quaisquer locais do Brasil

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O presidente e a campanha : "Eleições? Tô fora"

Publicado: 24/07/2008 | 10:42


Jornal do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou, ontem, que evitará participar das campanhas eleitorais. Belo Horizonte, onde assumiu compromisso, é uma das poucas cidades onde deve aparecer. Ao ser questionado sobre as eleições, Lula respondeu:

– Eleições? Tô fora.

Ele afirmou ter dificuldade de fazer campanha porque tem "muitos aliados" em todo o país. A idéia do presidente é manter uma intensa agenda de viagem até as vésperas das eleições de outubro.

– Vou evitar ao máximo possível participar das eleições municipais, vou tentar fazer minhas viagens dentro do Brasil e fora – explicou. – Vou deixar as eleições para os partidos e para os candidatos.

Dificuldades

Lula reconheceu que uma das dificuldades para subir em palanques é que tem vários aliados que disputam entre si nos mesmos locais. Para evitar o mal-estar na base de apoio do governo, o presidente vai se empenhar para escapar das campanhas.

– Afinal de contas, eu tenho muitos aliados disputando as eleições – argumentou. – O resultado é sempre assim: os que ganham acham que o mérito é deles, e os que perdem depositam nas minhas costas a derrota, porque eu não fui ou porque fui apoiar o outro.

O presidente vetou terça-feira a participação dos ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) em palanques fora de seus Estados. No caso de Dilma, poderá fazer campanha apenas no Rio Grande do Sul, enquanto Múcio ficará limitado ao restante do país. Por autorização do presidente, os demais ministros estarão livres para participar de campanhas em quaisquer locais do Brasil