Jornal do Brasil

Manhã de sexta-feira e, mais uma vez, Vander Paulo Nascimento, 26 anos, vai até a agência pública do trabalhador procurar trabalho. Desempregado há cinco meses, Paulo "tem feito bicos" de pintor e pedreiro para conseguir sustentar o filho João Vítor, de um ano e meio. Como o seguro-desemprego acabou há um mês, ele precisa contar com a ajuda financeira da sogra e da mulher, que trabalha como empregada doméstica.

Paulo, que estudou em escola pública, terminou o 2º grau quando tinha 20 anos e, como não foi aprovado no vestibular da Universidade de Brasília (UnB), foi logo procurar emprego. O último trabalho foi como caixa de supermercado.

Falta "quem indique"

Segundo conta, a falta de um curso superior e "alguém para indicar" tem dificultado ainda mais a procura por uma vaga no mercado de trabalho.

– Estou à procura de qualquer emprego – explica. – Quero me profissionalizar, mas não tenho recursos para isso. Nem meu pai tem condição de me ajudar. Então preciso arrumar emprego para poder voltar a estudar.

A maior queixa do rapaz é com a falta de apoio do governo em proporcionar uma profissionalização aos jovens de baixa renda.

– O governo não investe nos jovens – reclama. – Não dá assistência profissional e aí a gente que não tem condições fica pulando de emprego em emprego. E o que a gente ganha vai para a família.

O sonho de Paulo é cursar uma faculdade de enfermagem ou educação física. Mas, por ora, gostaria de arrumar um emprego para fazer um curso de brigadista ou vigilante. Mas o investimento de R$ 700 nos cursos está fora de seu alcance.

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A rotina diária por uma vaga na agências

Publicado: 28/07/2008 | 10:31


Jornal do Brasil

Manhã de sexta-feira e, mais uma vez, Vander Paulo Nascimento, 26 anos, vai até a agência pública do trabalhador procurar trabalho. Desempregado há cinco meses, Paulo "tem feito bicos" de pintor e pedreiro para conseguir sustentar o filho João Vítor, de um ano e meio. Como o seguro-desemprego acabou há um mês, ele precisa contar com a ajuda financeira da sogra e da mulher, que trabalha como empregada doméstica.

Paulo, que estudou em escola pública, terminou o 2º grau quando tinha 20 anos e, como não foi aprovado no vestibular da Universidade de Brasília (UnB), foi logo procurar emprego. O último trabalho foi como caixa de supermercado.

Falta "quem indique"

Segundo conta, a falta de um curso superior e "alguém para indicar" tem dificultado ainda mais a procura por uma vaga no mercado de trabalho.

– Estou à procura de qualquer emprego – explica. – Quero me profissionalizar, mas não tenho recursos para isso. Nem meu pai tem condição de me ajudar. Então preciso arrumar emprego para poder voltar a estudar.

A maior queixa do rapaz é com a falta de apoio do governo em proporcionar uma profissionalização aos jovens de baixa renda.

– O governo não investe nos jovens – reclama. – Não dá assistência profissional e aí a gente que não tem condições fica pulando de emprego em emprego. E o que a gente ganha vai para a família.

O sonho de Paulo é cursar uma faculdade de enfermagem ou educação física. Mas, por ora, gostaria de arrumar um emprego para fazer um curso de brigadista ou vigilante. Mas o investimento de R$ 700 nos cursos está fora de seu alcance.