Correio Braziliense

A forte alta dos juros feita pelo Banco Central para conter a disparada dos preços no país vai comprometer o crescimento econômico em 2009. O Boletim Focus, pesquisa semanal com 100 instituições financeiras, reduziu de 4% para 3,9% a previsão de expansão no próximo ano — desde abril, esse número não apresentava alteração. A expectativa de inflação para 2009 está em 5% — ligeiramente acima do centro da meta de 4,5%.

Apesar da mudança na previsão de crescimento, muitos economistas esperam um valor ainda menor. O diretor da consultoria Macroplan, Cláudio Porto, estima algo em torno de 3,5% devido à perspectiva de desaceleração maior da economia mundial e ao quadro inflacionário. O economista do BNP Paribas Eduardo, Yuki também refez suas contas e diminuiu sua projeção de expansão econômica de 3,8% para 3,4%. “Gostamos de dizer que não existe almoço grátis. O custo (da alta dos juros) vai ser um crescimento menor em 2009”, afirma.

O Boletim Focus prevê ainda uma taxa básica de juros (Selic) de 14,25% ao ano no final de 2008 e de 14% em 2009. A estimativa do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2008 saltou de 6,53% para 6,58% — ligeiramente acima do teto da meta definida pelo governo.

Apesar do quadro mais pessimista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou ontem no programa semanal Café com o Presidente que, mesmo com os sobressaltos internacionais, provocados pela alta nos preços dos alimentos e a ameaça de volta da inflação, a economia brasileira demonstra “firmeza” e “sustentabilidade”. Ele afirma que o Brasil continuará crescendo e evitará o retorno da inflação.

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Mercado revê para baixo crescimento de 2009

Publicado: 29/07/2008 | 09:53


Correio Braziliense

A forte alta dos juros feita pelo Banco Central para conter a disparada dos preços no país vai comprometer o crescimento econômico em 2009. O Boletim Focus, pesquisa semanal com 100 instituições financeiras, reduziu de 4% para 3,9% a previsão de expansão no próximo ano — desde abril, esse número não apresentava alteração. A expectativa de inflação para 2009 está em 5% — ligeiramente acima do centro da meta de 4,5%.

Apesar da mudança na previsão de crescimento, muitos economistas esperam um valor ainda menor. O diretor da consultoria Macroplan, Cláudio Porto, estima algo em torno de 3,5% devido à perspectiva de desaceleração maior da economia mundial e ao quadro inflacionário. O economista do BNP Paribas Eduardo, Yuki também refez suas contas e diminuiu sua projeção de expansão econômica de 3,8% para 3,4%. “Gostamos de dizer que não existe almoço grátis. O custo (da alta dos juros) vai ser um crescimento menor em 2009”, afirma.

O Boletim Focus prevê ainda uma taxa básica de juros (Selic) de 14,25% ao ano no final de 2008 e de 14% em 2009. A estimativa do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2008 saltou de 6,53% para 6,58% — ligeiramente acima do teto da meta definida pelo governo.

Apesar do quadro mais pessimista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou ontem no programa semanal Café com o Presidente que, mesmo com os sobressaltos internacionais, provocados pela alta nos preços dos alimentos e a ameaça de volta da inflação, a economia brasileira demonstra “firmeza” e “sustentabilidade”. Ele afirma que o Brasil continuará crescendo e evitará o retorno da inflação.