Chico de Gois e Geralda Doca O Globo

Greve da estatal pode atingir 12 aeroportos; categoria faz assembléia às 8h

Funcionários da Infraero fazem hoje uma paralisação que deve atingir 12 dos 67 aeroportos administrados pela empresa - 70% do tráfego aéreo do país. Os passageiros podem enfrentar transtornos, pelo menos nas primeiras horas da manhã, em Congonhas e Guarulhos, em São Paulo; no Galeão e no Santos Dumont, no Rio; em Belo Horizonte, Porto Alegre e outras capitais. Sindicato diz que 30% ficarão em atividade

Até a noite de ontem, a diretoria executiva da Infraero e o Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) ainda tentavam chegar a um acordo. De qualquer forma, segundo o sindicato, a paralisação de hoje está mantida. Assembléias serão realizadas às 8h para debater as novas propostas da empresa. Se os trabalhadores aceitarem o acordo proposto, a greve não ocorrerá e todos voltam ao trabalho no mesmo instante.

Apesar de manter a oferta de reajuste de 5,4%, enquanto o Sina pede 6%, a Infraero aceitou aumentar o vale-refeição de R$23,50 para R$24. E ofereceu duas promoções no ano, em setembro e janeiro, com aumento de 3,5% nos salários.

A Infraero informou que os aeroportos não vão parar porque pretende pôr em prática um plano de contingenciamento. O sindicato se comprometeu a manter pelo menos 30% dos trabalhadores em atividade. Os aeroportuários são responsáveis pelo setor de raio-x, sinalização de pista, despachos de cargas e até mesmo controle de vôos.

Em nota divulgada ontem pela assessoria da , o presidente da estatal, Sérgio Gaudenzi, procura tranquilizar os passageiros, afirmando que todas as providências foram tomadas para que os aeroportos funcionem normalmente.

"Acredito que as negociações levadas a cabo entre nós atingiram os seus objetivos" - afirma Gaudenzi, na nota. "Concluímos mais uma etapa e não restam mais pendências. Quero tranqüilizar os passageiros (...) e lembrar que a empresa está preparada para operacionalizar plenamente os aeroportos".

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Infraero: funcionários ameaçam parar

Publicado: 30/07/2008 | 10:25


Chico de Gois e Geralda Doca
O Globo

Greve da estatal pode atingir 12 aeroportos; categoria faz assembléia às 8h

Funcionários da Infraero fazem hoje uma paralisação que deve atingir 12 dos 67 aeroportos administrados pela empresa - 70% do tráfego aéreo do país. Os passageiros podem enfrentar transtornos, pelo menos nas primeiras horas da manhã, em Congonhas e Guarulhos, em São Paulo; no Galeão e no Santos Dumont, no Rio; em Belo Horizonte, Porto Alegre e outras capitais.

Sindicato diz que 30% ficarão em atividade

Até a noite de ontem, a diretoria executiva da Infraero e o Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) ainda tentavam chegar a um acordo. De qualquer forma, segundo o sindicato, a paralisação de hoje está mantida. Assembléias serão realizadas às 8h para debater as novas propostas da empresa. Se os trabalhadores aceitarem o acordo proposto, a greve não ocorrerá e todos voltam ao trabalho no mesmo instante.

Apesar de manter a oferta de reajuste de 5,4%, enquanto o Sina pede 6%, a Infraero aceitou aumentar o vale-refeição de R$23,50 para R$24. E ofereceu duas promoções no ano, em setembro e janeiro, com aumento de 3,5% nos salários.

A Infraero informou que os aeroportos não vão parar porque pretende pôr em prática um plano de contingenciamento. O sindicato se comprometeu a manter pelo menos 30% dos trabalhadores em atividade. Os aeroportuários são responsáveis pelo setor de raio-x, sinalização de pista, despachos de cargas e até mesmo controle de vôos.

Em nota divulgada ontem pela assessoria da , o presidente da estatal, Sérgio Gaudenzi, procura tranquilizar os passageiros, afirmando que todas as providências foram tomadas para que os aeroportos funcionem normalmente.

"Acredito que as negociações levadas a cabo entre nós atingiram os seus objetivos" - afirma Gaudenzi, na nota. "Concluímos mais uma etapa e não restam mais pendências. Quero tranqüilizar os passageiros (...) e lembrar que a empresa está preparada para operacionalizar plenamente os aeroportos".