Marcelo de Moraes O Estado de S. Paulo

Segundo levantamento, montante acumulado neste período é maior quando são somados recursos da Abin

Levantamento feito pelo Estado mostra que desde 2004 os gastos sigilosos feitos pela Presidência da República com o cartão corporativo já somam cerca de R$ 20,7 milhões.

Revelar o conteúdo dessas despesas será um dos objetivos centrais dos partidos de oposição na CPI dos Cartões.

Os gastos sigilosos da Presidência são até mais elevados se forem incluídas também as despesas feitas pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que são computadas na mesma rubrica.

De 2004 em diante, essas despesas somam outros R$ 25,9 milhões no uso sigiloso do cartão corporativo. Dessa forma, se forem somados os dois gastos, o total das despesas sigilosas da Presidência com o cartão corporativo alcançaria R$ 46,6 milhões.

QUEDA

Desde 2004 vem caindo o total dos gastos secretos da Presidência com os cartões (descontado o uso que a Abin faz desse instrumento).

Segundo dados do Portal da Transparência do governo federal, em 2004, as despesas sigilosas da Presidência foram de R$ 6,3 milhões.

No ano seguinte, baixaram para R$ 5,1 milhões. Em 2006 alcançaram R$ 4,8 milhões, caindo para R$ 3,7 milhões no ano passado.

Agora, no início de 2008, somam R$ 634 mil, mas incluem despesas feitas ainda em dezembro do ano passado e apenas o mês de janeiro.

CURVA CRESCENTE

Já a curva de gastos da Abin é crescente desde 2004. Pela natureza das atividades da agência, todas as despesas feitas com o cartão corporativo tem seu conteúdo fechado.

Em 2004, a Abin gastou R$ 2,2 milhões. No ano seguinte, o número saltou para R$ 5,2 milhões. Esse patamar praticamente se manteve em 2006, com R$ 5,5 milhões.

O grande salto de despesas da Abin com os cartões ocorreu no ano passado, quando passou para R$ 11,5 milhões, tendo como justificativa as ações de inteligência realizadas por conta da organização dos Jogos Pan-Americanos, no Rio de Janeiro.

Em 2008, as despesas já somam R$ 1,3 milhão, incluindo apenas faturas remanescentes de dezembro de 2007 e dados de janeiro de 2008.

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Despesa da Presidência é de R$ 20,4 mi desde 2004

Publicado: 24/03/2008 | 09:38


Marcelo de Moraes
O Estado de S. Paulo

Segundo levantamento, montante acumulado neste período é maior quando são somados recursos da Abin

Levantamento feito pelo Estado mostra que desde 2004 os gastos sigilosos feitos pela Presidência da República com o cartão corporativo já somam cerca de R$ 20,7 milhões.

Revelar o conteúdo dessas despesas será um dos objetivos centrais dos partidos de oposição na CPI dos Cartões.

Os gastos sigilosos da Presidência são até mais elevados se forem incluídas também as despesas feitas pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que são computadas na mesma rubrica.

De 2004 em diante, essas despesas somam outros R$ 25,9 milhões no uso sigiloso do cartão corporativo. Dessa forma, se forem somados os dois gastos, o total das despesas sigilosas da Presidência com o cartão corporativo alcançaria R$ 46,6 milhões.

QUEDA

Desde 2004 vem caindo o total dos gastos secretos da Presidência com os cartões (descontado o uso que a Abin faz desse instrumento).

Segundo dados do Portal da Transparência do governo federal, em 2004, as despesas sigilosas da Presidência foram de R$ 6,3 milhões.

No ano seguinte, baixaram para R$ 5,1 milhões. Em 2006 alcançaram R$ 4,8 milhões, caindo para R$ 3,7 milhões no ano passado.

Agora, no início de 2008, somam R$ 634 mil, mas incluem despesas feitas ainda em dezembro do ano passado e apenas o mês de janeiro.

CURVA CRESCENTE

Já a curva de gastos da Abin é crescente desde 2004. Pela natureza das atividades da agência, todas as despesas feitas com o cartão corporativo tem seu conteúdo fechado.

Em 2004, a Abin gastou R$ 2,2 milhões. No ano seguinte, o número saltou para R$ 5,2 milhões. Esse patamar praticamente se manteve em 2006, com R$ 5,5 milhões.

O grande salto de despesas da Abin com os cartões ocorreu no ano passado, quando passou para R$ 11,5 milhões, tendo como justificativa as ações de inteligência realizadas por conta da organização dos Jogos Pan-Americanos, no Rio de Janeiro.

Em 2008, as despesas já somam R$ 1,3 milhão, incluindo apenas faturas remanescentes de dezembro de 2007 e dados de janeiro de 2008.