Correio Braziliense

Na tentativa de combater a sonegação e a pirataria e estimular o controle social do gasto público, a Receita Federal realiza, neste semestre, o projeto Exercício Pleno da Cidadania. O programa foi aberto na tarde de ontem e contou com a participação de estudantes do ensino médio em uma visita ao Aeroporto Internacional de Brasília Juscelino Kubitschek. Os jovens aprenderam sobre os controles federais de imigração, aduaneiros, agropecuários e de vigilância sanitária. Para tornar o evento mais interessante e didático, foi realizada uma simulação de fiscalização de passageiros em vôo internacional.

A turma que participou da abertura é de estudantes do Centro de Ensino Médio Setor Oeste, localizado na Asa Sul. Antes da visita, eles realizaram trabalhos sobre tributos. Três professores também tiveram aulas de capacitação relacionada ao tema. “Depois do curso que os professores receberam, demos início a projetos sobre educação fiscal. Os alunos começaram em junho a tabelar os impostos”, explica a professora de artes que integra o projeto, Cynthia Machado. “Eles descobriram quanto é pago de tributos em cada produto”, explicou.

Os estudantes foram divididos em cinco grupos como se fossem famílias recém-chegadas do exterior. Tiveram de seguir os trâmites legais para entrar no Brasil com compras realizadas fora, preencheram a declaração de produtos trazidos de outro país, passaram pelo setor em que a Polícia Federal fiscaliza vistos e passaportes e depois foram levados para a alfândega, onde foi checada a bagagem de todos eles. “O governo permite que você vá ao exterior e compre até US$ 500, se exceder isso é cobrado o imposto. A fiscalização é feita para proteger a indústria nacional e o emprego”, informou o auditor fiscal da Receita Federal Onésimo Stafuzza.

O programa deverá ter continuidade na escola. Os professores pretendem realizar trabalhos e inserir o tema nas aulas. Em artes plásticas, por exemplo, está prevista a criação de uma revista em quadrinhos para trabalhar o assunto. De acordo com os alunos, o passeio foi um misto de diversão e aprendizado. “Esse curso foi importante para evitar despesas não previstas, tanto para desembarcar aqui ou para sair do país”, disse a estudante Raissa Maya, 16 anos. Importação de plástico A balança comercial do setor de produtos transformados de plástico encerrou o primeiro semestre de 2008 com déficit de US$ 426,9 milhões no Brasil, resultado 62,1% superior ao registrado em igual período do ano passado. A principal razão do aumento foi a expansão de 31,7% nas importações, que totalizaram US$ 1 bilhão, contra uma elevação de 14,7% nas exportações, para US$ 672,7 milhões. O cenário adverso, alertam os fabricantes de produtos plásticos, reflete a redução da competitividade da indústria nacional frente a fabricantes de outros países, causada principalmente pela valorização do real.

Além disso, a alta carga tributária que recai sobre o setor e os atuais preços das resinas no mercado doméstico são obstáculos, segundo os transformadores. O fraco resultado poderá ser ainda mais acentuado no segundo semestre, quando os transformadores precisarão repassar a elevação de custos com matéria-prima e energia. Entre junho e agosto, as petroquímicas nacionais anunciaram reajuste médio de 20% no preço das resinas. 

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Receita Federal treina jovens de nível médio

Publicado: 5/08/2008 | 09:37


Correio Braziliense

Na tentativa de combater a sonegação e a pirataria e estimular o controle social do gasto público, a Receita Federal realiza, neste semestre, o projeto Exercício Pleno da Cidadania. O programa foi aberto na tarde de ontem e contou com a participação de estudantes do ensino médio em uma visita ao Aeroporto Internacional de Brasília Juscelino Kubitschek. Os jovens aprenderam sobre os controles federais de imigração, aduaneiros, agropecuários e de vigilância sanitária. Para tornar o evento mais interessante e didático, foi realizada uma simulação de fiscalização de passageiros em vôo internacional.

A turma que participou da abertura é de estudantes do Centro de Ensino Médio Setor Oeste, localizado na Asa Sul. Antes da visita, eles realizaram trabalhos sobre tributos. Três professores também tiveram aulas de capacitação relacionada ao tema. “Depois do curso que os professores receberam, demos início a projetos sobre educação fiscal. Os alunos começaram em junho a tabelar os impostos”, explica a professora de artes que integra o projeto, Cynthia Machado. “Eles descobriram quanto é pago de tributos em cada produto”, explicou.

Os estudantes foram divididos em cinco grupos como se fossem famílias recém-chegadas do exterior. Tiveram de seguir os trâmites legais para entrar no Brasil com compras realizadas fora, preencheram a declaração de produtos trazidos de outro país, passaram pelo setor em que a Polícia Federal fiscaliza vistos e passaportes e depois foram levados para a alfândega, onde foi checada a bagagem de todos eles. “O governo permite que você vá ao exterior e compre até US$ 500, se exceder isso é cobrado o imposto. A fiscalização é feita para proteger a indústria nacional e o emprego”, informou o auditor fiscal da Receita Federal Onésimo Stafuzza.

O programa deverá ter continuidade na escola. Os professores pretendem realizar trabalhos e inserir o tema nas aulas. Em artes plásticas, por exemplo, está prevista a criação de uma revista em quadrinhos para trabalhar o assunto. De acordo com os alunos, o passeio foi um misto de diversão e aprendizado. “Esse curso foi importante para evitar despesas não previstas, tanto para desembarcar aqui ou para sair do país”, disse a estudante Raissa Maya, 16 anos.

Importação de plástico
A balança comercial do setor de produtos transformados de plástico encerrou o primeiro semestre de 2008 com déficit de US$ 426,9 milhões no Brasil, resultado 62,1% superior ao registrado em igual período do ano passado. A principal razão do aumento foi a expansão de 31,7% nas importações, que totalizaram US$ 1 bilhão, contra uma elevação de 14,7% nas exportações, para US$ 672,7 milhões. O cenário adverso, alertam os fabricantes de produtos plásticos, reflete a redução da competitividade da indústria nacional frente a fabricantes de outros países, causada principalmente pela valorização do real.

Além disso, a alta carga tributária que recai sobre o setor e os atuais preços das resinas no mercado doméstico são obstáculos, segundo os transformadores. O fraco resultado poderá ser ainda mais acentuado no segundo semestre, quando os transformadores precisarão repassar a elevação de custos com matéria-prima e energia. Entre junho e agosto, as petroquímicas nacionais anunciaram reajuste médio de 20% no preço das resinas.