Correio Braziliense

Recuperação dos imóveis da Casa custará R$ 110 milhões. Presidente desafia críticos O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), defendeu ontem a reforma dos apartamentos funcionais administrados pela Casa. A venda dos imóveis no estado em que se encontram foi proposta pelo deputado Augusto Carvalho (PPS-DF) em ofício endereçado ao presidente. Chinaglia afirma que a obra é necessária e o preço é justo. “Desafio qualquer um da imprensa ou de fora da imprensa a provar que os gastos são abusivos. Afirmar isso é uma leviandade.”

A primeira etapa da reforma vai custar R$ 29,5 milhões, mas serão necessários R$ 110 milhões para recuperar os 360 apartamentos que estão com instalações deterioradas pelo tempo e pelo uso. A reforma prevê alguns itens polêmicos, como a instalação de banheiras de hidromassagem e trituradores de alimentos. A recuperação de cada apartamento vai custar cerca de R$ 300 mil, incluindo as obras nas áreas de uso comum. O aproveitamento ficará apenas na estrutura de concreto e nas paredes internas de alvenaria. Serão completamente refeitos os encanamentos, a fiação elétrica, os pisos, as aberturas e a fachada.

Chinaglia diz que a reforma permitirá ampliar a taxa de ocupação dos 432 apartamentos da Câmara, atualmente em pouco mais de 50%. O índice está nessa faixa há dois anos. O pico aconteceu em 2006, com 225 unidades desabitadas. Mas essa realidade é antiga. Nos últimos 13 anos, 146 apartamentos em média estiveram desocupados. Segundo pesquisa feita pelo Correio, a baixa taxa de ocupação gerou um desperdício de R$ 109 milhões no período. Isso ocorreu porque a Câmara teve que pagar um auxílio-moradia de R$ 3 mil para cada deputado que não contava com imóvel funcional. Pela atual procura, a direção da Casa avalia que o índice de ocupação dos apartamentos reformados será próximo dos 100%.

Carvalho teme que boa parte dos deputados continuará optando pelo auxílio moradia mesmo após a reforma dos imóveis. Assim, defende a suspensão da reforma e a venda dos apartamentos. O presidente da Câmara esclarece que não existe a possibilidade de vender os apartamentos porque eles pertencem à União. “O fato é que os apartamentos não são da Câmara. Então é uma bobagem falar em venda, e temos estudos que mostram que ocupar esses apartamentos sai mais barato para a Câmara.”

" />

Chinaglia defende reformas

Publicado: 25/03/2008 | 09:59


Correio Braziliense

Recuperação dos imóveis da Casa custará R$ 110 milhões. Presidente desafia críticos

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), defendeu ontem a reforma dos apartamentos funcionais administrados pela Casa. A venda dos imóveis no estado em que se encontram foi proposta pelo deputado Augusto Carvalho (PPS-DF) em ofício endereçado ao presidente. Chinaglia afirma que a obra é necessária e o preço é justo. “Desafio qualquer um da imprensa ou de fora da imprensa a provar que os gastos são abusivos. Afirmar isso é uma leviandade.”

A primeira etapa da reforma vai custar R$ 29,5 milhões, mas serão necessários R$ 110 milhões para recuperar os 360 apartamentos que estão com instalações deterioradas pelo tempo e pelo uso. A reforma prevê alguns itens polêmicos, como a instalação de banheiras de hidromassagem e trituradores de alimentos. A recuperação de cada apartamento vai custar cerca de R$ 300 mil, incluindo as obras nas áreas de uso comum. O aproveitamento ficará apenas na estrutura de concreto e nas paredes internas de alvenaria. Serão completamente refeitos os encanamentos, a fiação elétrica, os pisos, as aberturas e a fachada.

Chinaglia diz que a reforma permitirá ampliar a taxa de ocupação dos 432 apartamentos da Câmara, atualmente em pouco mais de 50%. O índice está nessa faixa há dois anos. O pico aconteceu em 2006, com 225 unidades desabitadas. Mas essa realidade é antiga. Nos últimos 13 anos, 146 apartamentos em média estiveram desocupados. Segundo pesquisa feita pelo Correio, a baixa taxa de ocupação gerou um desperdício de R$ 109 milhões no período. Isso ocorreu porque a Câmara teve que pagar um auxílio-moradia de R$ 3 mil para cada deputado que não contava com imóvel funcional. Pela atual procura, a direção da Casa avalia que o índice de ocupação dos apartamentos reformados será próximo dos 100%.

Carvalho teme que boa parte dos deputados continuará optando pelo auxílio moradia mesmo após a reforma dos imóveis. Assim, defende a suspensão da reforma e a venda dos apartamentos. O presidente da Câmara esclarece que não existe a possibilidade de vender os apartamentos porque eles pertencem à União. “O fato é que os apartamentos não são da Câmara. Então é uma bobagem falar em venda, e temos estudos que mostram que ocupar esses apartamentos sai mais barato para a Câmara.”