Jornal do Brasil

A crise que varre o mundo tem um papel saneador na economia capitalista e, mesmo com efeitos globais, é uma espécie de "vingança dos pobres", normalmente mais afetados pelas turbulências na economia mundial, disse ontem o senador Aloizio Mercadante (PT-SP).

Desta vez, embora os efeitos sejam globais, destaca Mercadante, o olho do furacão encontra-se nos Estados Unidos, com a quebra de três de seus cinco maiores bancos e vêem a AIG, maior seguradora do mundo, em situação crítica.

– É como se fosse um furacão com epicentro em Wall Street. Ele vai se movimentando, vai continuar fazendo estragos, mas chegará aqui de forma mais amena, pelas fortes defesas que o Brasil construiu nos fundamentos macroeconômicos – diz Mercadante. Ele enumerou os fatores que favorecem o Brasil, mesmo na gravidade da crise atual:

– A inflação está sob controle; temos US$ 207 bilhões de reservas, que é a principal defesa num momento como este; o crescimento do Brasil está se fazendo pelo mercado interno. É a demanda interna que está forte pelo aumento do emprego que nos últimos 12 meses teve mais de 1,8 milhão postos. É o crescimento da massa salarial que sustenta um crescimento de 6% no PIB. Finalmente, o sistema financeiro brasileiro não está contaminado pela fragilização dos bancos americanos – destaca o senador paulista.

Mercadante frisa que, durante algum tempo haverá saída de capital externo para cobrir perdas no resto do mundo, "mas chega um momento em que não vale a pena mais sair, pois o câmbio se desvaloriza, e não dá mais para realizar lucro. Além de tudo, sair do Brasil para para onde? – pergunta, dando a resposta: – Aqui as coisas estão estáveis, somos um porto seguro, e o país consolida como alternativa de investimento.

" />

"Vingança dos pobres" fortalece o Brasil

Publicado: 17/09/2008 | 10:54


Jornal do Brasil

A crise que varre o mundo tem um papel saneador na economia capitalista e, mesmo com efeitos globais, é uma espécie de "vingança dos pobres", normalmente mais afetados pelas turbulências na economia mundial, disse ontem o senador Aloizio Mercadante (PT-SP).

Desta vez, embora os efeitos sejam globais, destaca Mercadante, o olho do furacão encontra-se nos Estados Unidos, com a quebra de três de seus cinco maiores bancos e vêem a AIG, maior seguradora do mundo, em situação crítica.

– É como se fosse um furacão com epicentro em Wall Street. Ele vai se movimentando, vai continuar fazendo estragos, mas chegará aqui de forma mais amena, pelas fortes defesas que o Brasil construiu nos fundamentos macroeconômicos – diz Mercadante. Ele enumerou os fatores que favorecem o Brasil, mesmo na gravidade da crise atual:

– A inflação está sob controle; temos US$ 207 bilhões de reservas, que é a principal defesa num momento como este; o crescimento do Brasil está se fazendo pelo mercado interno. É a demanda interna que está forte pelo aumento do emprego que nos últimos 12 meses teve mais de 1,8 milhão postos. É o crescimento da massa salarial que sustenta um crescimento de 6% no PIB. Finalmente, o sistema financeiro brasileiro não está contaminado pela fragilização dos bancos americanos – destaca o senador paulista.

Mercadante frisa que, durante algum tempo haverá saída de capital externo para cobrir perdas no resto do mundo, "mas chega um momento em que não vale a pena mais sair, pois o câmbio se desvaloriza, e não dá mais para realizar lucro. Além de tudo, sair do Brasil para para onde? – pergunta, dando a resposta: – Aqui as coisas estão estáveis, somos um porto seguro, e o país consolida como alternativa de investimento.