Previdência fecha agosto com déficit de R$ 4 bilhões
| Ayr Aliski |
| Jornal do Brasil |
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Resultado negativo é 86,1% maior que o do mesmo período de 2007 O déficit da Previdência Social, em agosto, foi de R$ 4,06 bilhões, resultado de R$ 13,193 bilhões de arrecadação líquida e R$ 17,253 bilhões de despesas com benefícios. O déficit do mês, neste ano, é 86,1% maior que o resultado negativo de R$ 2,771 bilhões registrado em agosto do ano passado. A avaliação da equipe do Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS), que divulgou ontem o resultado do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) de agosto, é de que a elevação é apenas pontual. O motivo é que o aumento da despesa, em agosto, reflete o pagamento da primeira parcela do 13º salário aqueles que recebem até um salário mínimo. Sem a antecipação dessa despesa, que soma R$ 1,4 bilhão, o déficit da previdência em agosto seria R$ 2,66 bilhões, queda de 4% comparado com agosto de 2007.
A arrecadação líquida da Previdência social em agosto foi de R$ 13,193 bilhões, valor 5,4% superior aos R$ 12,519 bilhões de igual mês do ano passado e 0,5% menor que os R$ 13,258 bilhões de julho deste ano. As despesas com benefícios previdenciários somaram R$ 15,853 bilhões no mês passado, desconsideradas as despesas excepcionais, as quais incluem o pagamento do 13º salário. Esse resultado é 3,7% superior aos R$ 15,290 bilhões de agosto de 2007 e 2,7% maior que os R$ 15,439 bilhões de julho deste ano. Se considerada a despesa total, com o 13º, de R$ 17,253 bilhões, há crescimento de 12,8% na comparação com agosto do ano passado e de 11,7% na relação com julho deste ano. No acumulado dos oito primeiros meses do ano, a arrecadação líquida da Previdência soma R$ 101,968 bilhões, o que indica crescimento de 9,6% na comparação com os R$ 93,044 bilhões, somados entre janeiro e agosto de 2007. O resultado comprova que agosto foi uma exceção no aumento dos gastos. As despesas previdenciárias acumuladas entre janeiro e agosto deste ano chegam a R$ 126,900 bilhões, crescimento de 4,1% frente aos R$ 199,365 bilhões dos oito primeiros meses do ano anterior. A receita cresce com mais vigor que a despesa, mas o saldo final ainda não é capaz de fechar a conta, que representa um déficit de R$ 24,931 bilhões no ano. Em igual período de 2007, o rombo era de R$ 28,884 bilhões. A queda da necessidade de financiamento da Previdência foi de 13,7%. Em todo o ano passado, o déficit previdenciário atingiu R$ 48,344 bilhões. Conforme o ministro da Previdência, três fatores estão contribuindo para tornar as contas do setor mais equilibradas. O aumento da formalização do trabalho no Brasil. Entre janeiro e julho, 1,56 milhão de novos empregos foram criados no país, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), recorde desde 1992. Pimentel destacou o aumento real dos salários ajuda a reduzir o déficit da Previdência, incentivando os recolhimentos. Em terceiro lugar, o ministro avalia que a melhoria de gestão do MPAS, o que envolve maior eficácia no combate às fraudes |
