Lula defende a reforma do sistema
Gazeta Mercantil
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seu discurso na abertura da 63 Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), ressaltou ontem a maturidade dos países da América do Sul e a capacidade da região de discutir e resolver seus problemas internos sem a interferência das nações ricas. Lula disse também que os "fundamentalistas do mercado" são os responsáveis pela atual crise internacional e defendeu que "é chegada a hora da política", propondo que seja convocada uma reunião multilateral para tratar do tema. O presidente brasileiro defendeu ainda reformas para as instituições financeiras.
Em seu discurso, o presidente dos EUA, George W. Bush, procurou tranqüilizar os mercados, dizendo que não permitirá que a crise se espalhe. "Posso garantir a vocês que meu governo e nosso Congresso estão trabalhando juntos para aprovar rapidamente a legislação que permite esta estratégia e estou confiante de que vamos agir dentro da urgência necessária", disse.
Na ONU, Lula destaca autonomia da A. do Sul
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seu discurso na abertura da 63 Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU),em Nova York, ressaltou ontem a maturidade dos países da América do Sul e a capacidade da região de discutir e resolver seus problemas internos sem a interferência das nações ricas.
Lula defendeu que é a primeira vez que os países da região se unem para articular de maneira conjunta políticas sociais, financeiras e de infra-estrutura.
O presidente ressaltou como exemplo deste sucesso a recente criação da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) e a busca por respostas para "situações complexas como a que vive a nação irmã Bolívia".
No discurso de ontem, Lula disse também que os "fundamentalistas do mercado" são os responsáveis pela atual crise internacional e defendeu que "é chegada a hora da política", propondo que seja convocada uma reunião multilateral para tratar do tema.
Lula pediu também uma reforma das instituições financeiras multinacionais - Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial (Bird) -, para dotá-las de instrumentos que lhes permita prevenir crises financeiras como a que o mundo atravessa atualmente. "A natureza global desta crise implica que as soluções que adotarmos devem ser também globais, e decididas em foros multilaterais legítimos, sem imposições."
O presidente brasileiro defendeu as reformas como forma de combater a ação dos especuladores.
