Karla Mendes Correio Braziliense

Índice de desemprego permanece inalterado, mas registra o melhor resultado para o mês de agosto   O desemprego no Distrito Federal ficou praticamente estável no mês passado. Apesar de a taxa de desocupação ter passado de 15,8% em julho para 15,9% em agosto, o índice é o menor registrado no mês desde 1996, segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O número de desempregados foi estimado em 214 mil pessoas, 2 mil a mais que em julho. Isso ocorreu porque o contingente de pessoas que ingressaram no mercado de trabalho foi de 3 mil, enquanto foram criadas mil novas vagas em agosto.

“Temos relativa estabilidade pois, em agosto de 2007, a ocupação era de 4,2% e hoje estamos em 7,2%. No ano, foram criados 76 mil novos postos de trabalho”, ressalta Adalgiza Lara, coordenadora da pesquisa. Um dos pilares de manutenção da taxa de desemprego no DF foi o comércio, responsável pela inserção de 30 mil pessoas no mercado de trabalho este ano. “Em relação a 2007, o crescimento foi de 19%. Outro setor importante é o de serviços, com a ampliação de 40 mil novas vagas, o que representa aumento de 7,8% sobre 2007”, afirma. A pujança do comércio do DF também sobressai em pesquisa do Dieese nas principais regiões metropolitanas do país. “De 1999 a 2007, Brasília concentrou o maior crescimento do emprego no comércio: 51,7%. Na segunda posição, aparece Salvador, bem atrás, com 42,4%”, observa.

E foi o comércio que pôs um ponto final nos três meses de procura por um emprego para Letícia Canabrava de Oliveira Paula. Ela é graduada em turismo e pós-graduada em eventos e cerimonial, mas no mês passado foi contratada como a mais nova recepcionista do Brasília Shopping. “Eu tinha participado de um processo de seleção com outras três pessoas para um trabalho temporário e agora fui contratada. Enquanto não encontro nada mais específico na minha área, prefiro trabalhar em outras funções do que ficar desempregada”, comenta. Para trabalhar seis horas diárias, Letícia recebe R$ 610 mensais. “O mercado está precário. Tem gente que trabalhar oito horas por dia e não ganha isso. Como trabalho seis horas, tenho tempo para estudar para concursos”, diz. O pedreiro Márcio Santana também encontrou abrigo no comércio. Ele trabalhava como autônomo e, no mês passado, foi contratado como estoquista da Fercom, loja de materiais de construção. O salário inicial é de R$ 500. “Fiquei trabalhando como autônomo, mas estava difícil pagar o INSS. Com a carteira assinada ficou bem melhor”, desabafa.

O presidente da Federação do Comércio do Distrito Federal (Fecomércio-DF), senador Adelmir Santana, observa que os dados do Dieese confirmam a pesquisa da entidade. “O aumento desses postos de trabalho só reforça a vocação natural de Brasília para o comércio. É o setor terciário que movimenta a economia na capital, reforça.

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Emprego estável no DF

Publicado: 25/09/2008 | 09:53


Karla Mendes
Correio Braziliense

Índice de desemprego permanece inalterado, mas registra o melhor resultado para o mês de agosto
 
O desemprego no Distrito Federal ficou praticamente estável no mês passado. Apesar de a taxa de desocupação ter passado de 15,8% em julho para 15,9% em agosto, o índice é o menor registrado no mês desde 1996, segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O número de desempregados foi estimado em 214 mil pessoas, 2 mil a mais que em julho. Isso ocorreu porque o contingente de pessoas que ingressaram no mercado de trabalho foi de 3 mil, enquanto foram criadas mil novas vagas em agosto.

“Temos relativa estabilidade pois, em agosto de 2007, a ocupação era de 4,2% e hoje estamos em 7,2%. No ano, foram criados 76 mil novos postos de trabalho”, ressalta Adalgiza Lara, coordenadora da pesquisa. Um dos pilares de manutenção da taxa de desemprego no DF foi o comércio, responsável pela inserção de 30 mil pessoas no mercado de trabalho este ano. “Em relação a 2007, o crescimento foi de 19%. Outro setor importante é o de serviços, com a ampliação de 40 mil novas vagas, o que representa aumento de 7,8% sobre 2007”, afirma. A pujança do comércio do DF também sobressai em pesquisa do Dieese nas principais regiões metropolitanas do país. “De 1999 a 2007, Brasília concentrou o maior crescimento do emprego no comércio: 51,7%. Na segunda posição, aparece Salvador, bem atrás, com 42,4%”, observa.

E foi o comércio que pôs um ponto final nos três meses de procura por um emprego para Letícia Canabrava de Oliveira Paula. Ela é graduada em turismo e pós-graduada em eventos e cerimonial, mas no mês passado foi contratada como a mais nova recepcionista do Brasília Shopping. “Eu tinha participado de um processo de seleção com outras três pessoas para um trabalho temporário e agora fui contratada. Enquanto não encontro nada mais específico na minha área, prefiro trabalhar em outras funções do que ficar desempregada”, comenta. Para trabalhar seis horas diárias, Letícia recebe R$ 610 mensais. “O mercado está precário. Tem gente que trabalhar oito horas por dia e não ganha isso. Como trabalho seis horas, tenho tempo para estudar para concursos”, diz. O pedreiro Márcio Santana também encontrou abrigo no comércio. Ele trabalhava como autônomo e, no mês passado, foi contratado como estoquista da Fercom, loja de materiais de construção. O salário inicial é de R$ 500. “Fiquei trabalhando como autônomo, mas estava difícil pagar o INSS. Com a carteira assinada ficou bem melhor”, desabafa.

O presidente da Federação do Comércio do Distrito Federal (Fecomércio-DF), senador Adelmir Santana, observa que os dados do Dieese confirmam a pesquisa da entidade. “O aumento desses postos de trabalho só reforça a vocação natural de Brasília para o comércio. É o setor terciário que movimenta a economia na capital, reforça.