Câmara vai refazer prova
| Letícia Nobre |
| Correio Braziliense |
Será divulgado em outubro o novo edital de convocação para segunda fase do concurso da Câmara dos Deputados para três cargos de analista legislativo. Mais de 600 candidatos aos postos técnico em comunicação social (divulgação institucional, imprensa escrita e tevê), aprovados na primeira fase, deverão se apresentar para refazer a prova prática. Juntos, os postos representam cinco vagas com salários de R$ 9.008,12 com as gratificações.
No final de julho, o juiz federal Alexandre Vidigal de Oliveira, da 20ª Vara no Distrito Federal, anulou a segunda avaliação dessas áreas, mas não determinou até quando os novos testes deveriam ser aplicados. O mesmo magistrado completou a decisão nesta semana, estipulando prazo de 90 dias para que a Câmara e a Fundação Carlos Chagas (FCC) divulguem e cumpram o novo cronograma. No edital deverão constar detalhes dos critérios de pontuação e avaliação, principal reclamação nos processos que levaram à anulação.
A assessoria de imprensa da Câmara informou que ainda não foi intimada, porém tem conhecimento do prazo judicial. Com a publicação das novas regras no próximo mês, a expectativa é que essa etapa da seleção da Câmara seja cumprida em menos de três meses, ainda segundo a assessoria de imprensa. A Casa esclarece que não houve omissão e que, em 15 de setembro, enviou um ofício à FCC a fim de dar continuidade ao concurso que está paralisado desde janeiro.
Memória
Os candidatos de 23 cargos que previam provas práticas vivem na angústia desde o início do ano. Uma avalanche de processos judiciais interrompeu o concurso. Das 27 carreiras e 212 vagas, somente 46 podem ser preenchidas depois de quase um ano e meio desde que o edital de abertura foi publicado. Quatro cargos — nutricionista, técnico em material e patrimônio, agente de polícia legislativa e analista de informática legislativa — foram homologados.
Os 20 demais seguem suspensos por liminar e sem definição. E a Câmara mantém a decisão de aguardar os resultados de todas as ações até a última instância para então se pronunciar. Até o momento, em nenhum dos casos de liminar a Casa entrou com recurso.
