Greve ganha força no DF
| Karla Mendes |
| Correio Braziliense |
Paralisação dos bancários segue firme em Brasília. Agências fechadas sobem de 70% para 75% e bancos relutam em fazer contraproposta
Aumenta a adesão à greve dos bancários em Brasília. Segundo o Sindicato dos Bancários, o movimento atingiu 75% das agências, acima dos 70% apurados no primeiro dia de greve. O maior índice de paralisação foi registrado na Caixa Econômica Federal, que teve 95% das agências de portas fechadas e 80% de adesão dos 1,9 mil funcionários. No Banco do Brasil, 90% das agências não funcionaram ontem e 70% dos 2,8 mil funcionários ficaram de braços cruzados. No BRB e bancos privados, o movimento grevista foi parcial. Assembléia realizada ontem à noite decidiu pela manutenção da greve hoje.
Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/ CUT), o movimento grevista também continua em Salvador. Em Porto Alegre, a paralisação é restrita às agências da Caixa. Hoje à noite haverá novas assembléias para deliberação sobre a continuidade da greve ou não. O Comando Nacional dos Bancários aprovou a orientação para que os sindicatos convoquem assembléias para a terça-feira, com o objetivo de aprovar a deflagração de greve por tempo indeterminado em todo o país a partir do dia 8. “Mesmo sendo o setor da economia brasileira que tem os maiores lucros, os bancos fizeram uma proposta inaceitável que os bancários já rejeitaram nas assembléias e nas paralisações desta semana. Mas parece que os bancos não se mostraram sensibilizados e estão apostando no confronto”, afirma Vagner Freitas, presidente da Contraf/CUT e coordenador do Comando Nacional. A greve dos bancários é resultado da rejeição da proposta de reajuste de 7,5% apresentada pela Fenaban na semana passada. Os bancários reivindicam 16%, sendo 8% referentes à reposição da inflação.
