Lula no palanque, só em 11 cidades
| Daniel Pereira |
| Correio Braziliense |
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José Múcio tenta evitar desgaste na base governista e quer ver o presidente distante das disputas entre aliados
Se depender de Múcio, o presidente não tomará partido nos embates em Salvador, Rio de Janeiro, Florianópolis, Manaus, Macapá, Belo Horizonte, Belém, Porto Alegre, São José do Rio Preto (SP), Anápolis (GO) e Petrópolis (RJ). O principal motivo de apreensão é com a capital baiana. Disputam o páreo o candidato à reeleição, João Henrique Carneiro (PMDB), apoiado pelo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, e o deputado federal Walter Pinheiro (PT), apadrinhado pelo governador Jaques Wagner. “O governo não pode passar nem pelo espaço aéreo de Salvador. O ideal é que dê empate”, declara Múcio. Coordenador político do governo, ele defende que ministros de outros estados não participem da campanha em Salvador, já em estágio de ebulição. Múcio corre o risco de pregar ao vento, uma vez que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, fará campanha por Pinheiro, segundo o deputado federal Gilmar Machado (PT-MG). Dilma também deve reforçar, ao lado dos gaúchos Tarso Genro (Justiça) e Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário), a campanha da deputada federal Maria do Rosário (PT) em Porto Alegre. A petista tem como adversário o atual prefeito José Fogaça (PMDB). Disposição Os outros nove municípios sugeridos ao presidente são Bauru (SP), Guarulhos (SP), Contagem (MG), Juiz de Fora (MG), Campina Grande (PB), Londrina (PR), Joinville (SC), Cuiabá (MT) e São Luís (MA). Em tais localidades, há seis concorrentes petistas e dois peemedebistas, além de um de PR, PP e PCdoB. Na outra trincheira, são nove tucanos e dois democratas. Desde de domingo, a oposição passou a desdenhar do suposto poder de transferência de voto de Lula nas eleições municipais. Para tanto, cita a derrota de Fátima Bezerra (PT) em Natal para Micarla de Souza (PV), que foi apoiada pelo líder do DEM no Senado, José Agripino Maia. “A Micarla é da base do Lula e disse que votou nele para presidente. O problema foi a demora para formalizar a chapa”, justifica o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), derrotado ao lado da petista. |
