Com Contraf/CUT e Bancários de Brasília

Cresceu em todo País, na última sexta-feira (10), a greve nacional dos bancários deflagrada na última quarta-feira (8). Mais de 5 mil agências de todos os bancos estão paradas nos 27 estados da Federação.

 

Os trabalhadores realizam diversas manifestações e passeatas em todo País. Em São Paulo e em Fortaleza, os bancários se reuniram para fazer passeatas na última sexta à tarde.

 

Alguns sindicatos estão fazendo atividades em homenagem aos bancários do BB, que estão comemorando os 200 anos do banco em meio a uma greve, por conta da falta de respeito com que a empresa trata o funcionalismo.

 

Os bancários rejeitaram na semana passada proposta de reajuste de 7,5% apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), por considerá-la insuficiente e não condizente com a alta rentabilidade do setor. Pela proposta, a PLR (participação nos lucros e resultados) seria inferior à paga no ano passado.

 

As principais reivindicações dos bancários são:

 

. 5% de aumento real (a proposta da Fenaban é de apenas 0,35%);

. Valorização dos pisos salariais;

. Aumento do valor e simplificação da distribuição da PLR (Participação nos Lucros e Resultados);

. Vale-refeição de R$ 17,50;

. Cesta-alimentação equivalente a um salário mínimo (R$ 415);

. Fim das metas abusivas e do assédio moral;

. Mais segurança nas agências; e

. Mais contratações.

 

Brasília

Depois de 11 dias de greve em Brasília, e três com uma greve nacional, os banqueiros continuam de bico calado. Nada de proposta para os trabalhadores. A categoria bancária aguarda, de braços cruzados.

 

Passados duas semanas de greve em Brasília, com a terceira que começa hoje (13), a categoria se mantém firme e forte na luta. O número de agências de bancos privados paralisadas é cada vez maior. Na última sexta-feira (10) foram fechadas cerca de 80. O movimento tem foco no Itaú, ABN-Real, HSBC, Unibanco, Bradesco, Santander, Citibank e Mercantil do Brasil.

 

Na sexta, as agências da Caixa e do Banco do Brasil foram praticamente todas fechadas e a paralisação dos prédios destes bancos é crescente, principalmente no edifício sede I do BB.

 

No BRB, a greve atingiu na última quinta-feira (9) 65 unidades, com grande adesão nas agências Central, Comercial Sul, JK e outras. As paralisações ocorrem em todas as regiões do DF.

 

Pela disposição demonstrada na assembléia de quinta à noite, os bancários de Brasília ainda estão com muito gás para queimar nessa queda-de-braço com os patrões.

 

“Entrar na terceira semana de greve aumenta a tensão, porque o jogo certamente fica mais pesado, mas a categoria está preparada e confiante na sua força”, frisa Rodrigo Britto, presidente do Sindicato.

 

Interditos proibitórios revogados

Os bancos recorrem à Justiça por meio de ações denominadas de ‘interditos proibitórios’, sob o argumento de que a ação dos grevistas representa ameaça ao direito de uso e gozo da propriedade dos bancos, mais especificamente das agências bancárias.

 

Porém, neste ano, o judiciário começa a reconhecer que os trabalhadores têm direito à greve e que o interdito é uma medida que não cabe na relação entre patrão e empregado.

 

O Sindicato dos Bancários de Brasília, por meio de liminares na Justiça, conseguiu revogar, No dia 9, os interditos proibitórios no Itaú e no Unibanco.

 

“A greve, que já era forte nestes bancos, mesmo com os interditos, vai se ampliar ainda mais daqui para frente” prometeu Rodrigo Britto presidente do sindicato no DF.

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Greve dos bancários atinge 5 mil agências em todo País

Publicado: 13/10/2008 | 10:44


Com Contraf/CUT e Bancários de Brasília

Cresceu em todo País, na última sexta-feira (10), a greve nacional dos bancários deflagrada na última quarta-feira (8). Mais de 5 mil agências de todos os bancos estão paradas nos 27 estados da Federação.

 

Os trabalhadores realizam diversas manifestações e passeatas em todo País. Em São Paulo e em Fortaleza, os bancários se reuniram para fazer passeatas na última sexta à tarde.

 

Alguns sindicatos estão fazendo atividades em homenagem aos bancários do BB, que estão comemorando os 200 anos do banco em meio a uma greve, por conta da falta de respeito com que a empresa trata o funcionalismo.

 

Os bancários rejeitaram na semana passada proposta de reajuste de 7,5% apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), por considerá-la insuficiente e não condizente com a alta rentabilidade do setor. Pela proposta, a PLR (participação nos lucros e resultados) seria inferior à paga no ano passado.

 

As principais reivindicações dos bancários são:

 

. 5% de aumento real (a proposta da Fenaban é de apenas 0,35%);

. Valorização dos pisos salariais;

. Aumento do valor e simplificação da distribuição da PLR (Participação nos Lucros e Resultados);

. Vale-refeição de R$ 17,50;

. Cesta-alimentação equivalente a um salário mínimo (R$ 415);

. Fim das metas abusivas e do assédio moral;

. Mais segurança nas agências; e

. Mais contratações.

 

Brasília

Depois de 11 dias de greve em Brasília, e três com uma greve nacional, os banqueiros continuam de bico calado. Nada de proposta para os trabalhadores. A categoria bancária aguarda, de braços cruzados.

 

Passados duas semanas de greve em Brasília, com a terceira que começa hoje (13), a categoria se mantém firme e forte na luta. O número de agências de bancos privados paralisadas é cada vez maior. Na última sexta-feira (10) foram fechadas cerca de 80. O movimento tem foco no Itaú, ABN-Real, HSBC, Unibanco, Bradesco, Santander, Citibank e Mercantil do Brasil.

 

Na sexta, as agências da Caixa e do Banco do Brasil foram praticamente todas fechadas e a paralisação dos prédios destes bancos é crescente, principalmente no edifício sede I do BB.

 

No BRB, a greve atingiu na última quinta-feira (9) 65 unidades, com grande adesão nas agências Central, Comercial Sul, JK e outras. As paralisações ocorrem em todas as regiões do DF.

 

Pela disposição demonstrada na assembléia de quinta à noite, os bancários de Brasília ainda estão com muito gás para queimar nessa queda-de-braço com os patrões.

 

“Entrar na terceira semana de greve aumenta a tensão, porque o jogo certamente fica mais pesado, mas a categoria está preparada e confiante na sua força”, frisa Rodrigo Britto, presidente do Sindicato.

 

Interditos proibitórios revogados

Os bancos recorrem à Justiça por meio de ações denominadas de ‘interditos proibitórios’, sob o argumento de que a ação dos grevistas representa ameaça ao direito de uso e gozo da propriedade dos bancos, mais especificamente das agências bancárias.

 

Porém, neste ano, o judiciário começa a reconhecer que os trabalhadores têm direito à greve e que o interdito é uma medida que não cabe na relação entre patrão e empregado.

 

O Sindicato dos Bancários de Brasília, por meio de liminares na Justiça, conseguiu revogar, No dia 9, os interditos proibitórios no Itaú e no Unibanco.

 

“A greve, que já era forte nestes bancos, mesmo com os interditos, vai se ampliar ainda mais daqui para frente” prometeu Rodrigo Britto presidente do sindicato no DF.