Fonte: Em Questão

A necessidade de financiamento do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) continua com a tendência de queda verificada desde o início do ano. De janeiro a setembro de 2008, foram necessários R$ 32,385 bilhões, o que representa uma redução de 16,4% (-R$ 6,3 bilhões), em relação à necessidade de financiamento no mesmo período do ano passado. O bom resultado é devido ao crescimento da arrecadação de 9,7%, enquanto as despesas no ano tiveram aumento de 2,7%.

 

O ministro da Previdência Social, José Pimentel, creditou a manutenção da tendência de queda ao bom comportamento do mercado de trabalho, que possibilita ganhos na arrecadação, e às medidas de gestão, que permitiram a redução no ritmo de crescimento dos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

 

“Os números são bons para a Previdência Social. Os indicadores que nós temos são de que a previdência pública brasileira em 2008 não terá dificuldades. O comércio, o setor que mais contrata nos últimos três meses do ano não dá qualquer sinal de desaquecimento na contratação de pessoal. Ao contrário, os números preliminares de outubro também são bons”, afirmou Pimentel.

 

Série histórica

A arrecadação líquida em setembro foi de R$ 13,430 bilhões, a maior da série histórica. O crescimento no mês foi de 1,6%, em relação a agosto de 2008, e de 10,1% sobre setembro de 2007. No acumulado do ano, a arrecadação líquida atingiu R$ 115,6 bilhões, o que corresponde a um aumento de 9,7% (+R$ 10,2 bilhões) em relação ao mesmo período de 2007. A despesa com benefícios previdenciários foi de R$ 147,9 bilhões, 2,7% (+R$ 3,8 bilhões) a mais que no mesmo período do ano anterior.

  

O secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer, informou que a despesa com benefícios previdenciários, em setembro, cresceu 20,6% em relação a agosto, mas caiu 5,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Ele explicou que em setembro foi computado um valor adicional, em torno de R$ 5,7 bilhões, relativo à antecipação de metade do 13º salário dos benefícios previdenciários.

  

Agosto já havia registrado o primeiro impacto dessa antecipação, mas em menor valor (cerca de R$ 1,4 bilhão), em função do pagamento apenas para os benefícios previdenciários com renda mensal no valor de até um salário mínimo, antecipado para os cinco últimos dias úteis do mês anterior.

  

Com isso, em setembro de 2008 a Previdência Social registrou uma necessidade de financiamento de R$ 7,4 bilhões, o que corresponde a um aumento de 82,4% em relação ao valor apresentado em agosto de 2008, mas uma queda de 24,3%, na comparação com setembro de 2007.

 

Urbanos

O ministro destacou que, sem os efeitos da antecipação do 13º salário, a Previdência urbana teria tido um superávit de R$ 879 milhões em setembro como resultado de uma arrecadação de R$ 13,022 bilhões e o pagamento de benefícios no valor de R$ 12,144 bilhões.

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Contas da Previdência estão próximas do equilíbrio, diz Pimental

Publicado: 22/10/2008 | 09:46


Fonte: Em Questão

A necessidade de financiamento do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) continua com a tendência de queda verificada desde o início do ano. De janeiro a setembro de 2008, foram necessários R$ 32,385 bilhões, o que representa uma redução de 16,4% (-R$ 6,3 bilhões), em relação à necessidade de financiamento no mesmo período do ano passado. O bom resultado é devido ao crescimento da arrecadação de 9,7%, enquanto as despesas no ano tiveram aumento de 2,7%.

 

O ministro da Previdência Social, José Pimentel, creditou a manutenção da tendência de queda ao bom comportamento do mercado de trabalho, que possibilita ganhos na arrecadação, e às medidas de gestão, que permitiram a redução no ritmo de crescimento dos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

 

“Os números são bons para a Previdência Social. Os indicadores que nós temos são de que a previdência pública brasileira em 2008 não terá dificuldades. O comércio, o setor que mais contrata nos últimos três meses do ano não dá qualquer sinal de desaquecimento na contratação de pessoal. Ao contrário, os números preliminares de outubro também são bons”, afirmou Pimentel.

 

Série histórica

A arrecadação líquida em setembro foi de R$ 13,430 bilhões, a maior da série histórica. O crescimento no mês foi de 1,6%, em relação a agosto de 2008, e de 10,1% sobre setembro de 2007. No acumulado do ano, a arrecadação líquida atingiu R$ 115,6 bilhões, o que corresponde a um aumento de 9,7% (+R$ 10,2 bilhões) em relação ao mesmo período de 2007. A despesa com benefícios previdenciários foi de R$ 147,9 bilhões, 2,7% (+R$ 3,8 bilhões) a mais que no mesmo período do ano anterior.

  

O secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer, informou que a despesa com benefícios previdenciários, em setembro, cresceu 20,6% em relação a agosto, mas caiu 5,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Ele explicou que em setembro foi computado um valor adicional, em torno de R$ 5,7 bilhões, relativo à antecipação de metade do 13º salário dos benefícios previdenciários.

  

Agosto já havia registrado o primeiro impacto dessa antecipação, mas em menor valor (cerca de R$ 1,4 bilhão), em função do pagamento apenas para os benefícios previdenciários com renda mensal no valor de até um salário mínimo, antecipado para os cinco últimos dias úteis do mês anterior.

  

Com isso, em setembro de 2008 a Previdência Social registrou uma necessidade de financiamento de R$ 7,4 bilhões, o que corresponde a um aumento de 82,4% em relação ao valor apresentado em agosto de 2008, mas uma queda de 24,3%, na comparação com setembro de 2007.

 

Urbanos

O ministro destacou que, sem os efeitos da antecipação do 13º salário, a Previdência urbana teria tido um superávit de R$ 879 milhões em setembro como resultado de uma arrecadação de R$ 13,022 bilhões e o pagamento de benefícios no valor de R$ 12,144 bilhões.