Fonte: Vermelho e CUT

Em reunião realizada, nesta quarta-feira (29), na sede nacional da Central Única dos Trabalhadores, as seis centrais sindicais – CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central, CGTB e CTB – sublinharam a importância do investimento público e da valorização do trabalho como elementos decisivos para impulsionar o desenvolvimento do mercado interno no enfrentamento à crise internacional gerada pela especulação. As entidades também enviaram um pedido de audiência urgente com o presidente Lula e o ministro da Fazenda Guido Mantega.

 

O objetivo é levar um documento com medidas para amenizar o impacto da crise para os trabalhadores. "Queremos discutir o mais rápido possível com o governo como minimizar os efeitos da crise internacional para os trabalhadores e evitar que cortes nos investimentos atinjam as áreas sociais" adiantou o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho.

 

"Com a recessão batendo nos EUA, Europa e Japão, e vindo para a América Latina, precisamos priorizar iniciativas em defesa do nosso mercado interno, com uma resposta firme do Estado brasileiro em apoio à classe trabalhadora e ao setor produtivo. As centrais têm propostas, já amplamente debatidas na Jornada pelo Desenvolvimento, e que precisam ser implementadas para que os trabalhadores não paguem a conta da crise que é do sistema capitalista e de sua lógica especulativa", declarou o secretário geral da CUT, Quintino Severo.

 

Além da crise, as centrais devem debater com Lula e Mantega a necessidade de redução dos juros e manutenção dos programas sociais e das políticas públicas, para que não sejam afetados os investimentos em infra-estrutura, transporte e saneamento, consideradas áreas sensíveis e geradoras de emprego.

 

5º Marcha Nacional a Brasília

Diante da nova conjuntura externa, explicou Quintino, há uma avaliação comum das centrais de que a 5ª Marcha Nacional a Brasília deverá enfatizar a luta por medidas de combate à crise - como a redução dos juros - e de fomento aos investimentos nas áreas sociais e de infra-estrutura, garantindo emprego, salário e direitos.

 

Segundo Pascoal Carneiro, da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), "a mobilização em Brasília vai defender os interesses dos trabalhadores, sendo contra qualquer benefício para quem faliu o sistema. A alternativa não é atender o sistema financeiro, mas o setor produtivo. Propomos afirmar o desenvolvimento com distribuição de renda, com valorização do trabalho, com garantia de direitos".

 

Entre as reivindicações das centrais encontram-se a redução da jornada de trabalho sem redução de salário - medida que deve gerar mais de 2,2 milhões de empregos, sendo o Dieese -, a ratificação das Convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a 151 - que assegura o direito à negociação coletiva no serviço público - e a 158 - que coíbe a demissão imotivada -, e o fim do fator previdenciário, mecanismo cruel inventado pelos tucanos para dificultar e arrochar aposentadorias.

 

A Marcha também vai erguer a bandeira do reajuste da tabela do Imposto de Renda, fazendo justiça tributária a partir de novas faixas de contribuição com descontos progressivos; da defesa do Piso Salarial Nacional do Magistério, fundamental para a melhoria da qualidade do ensino; e a defesa do patrimônio nacional do Pré-sal para o povo brasileiro.

 

A 5ª Marcha Nacional terá ainda tema "Desenvolvimento e valorização do trabalho", com concentração prevista para o Estádio Mané Garrincha, de onde cerca de 30 mil manifestantes sairão em passeata até o Congresso Nacional. As centrais sindicais internacionais serão convidadas para se somar ao ato.

 

Unidade das centrais

Eduardo Rocha, da UGT (União Geral dos Trabalhadores), alertou que já se fazem projeções da queda do PIB para o próximo ano, "e nós sabemos da tragédia que isso significa para o trabalhador: retração, achatamento salarial, rotatividade, desemprego". Daí, revelou, "a importância da nossa luta para reduzir os juros, para reduzir a jornada, para ampliar as medidas de segurança do trabalhador e impedir que os prejuízos sejam socializados".

 

João Carlos Gonçalves (Juruna), secretário geral da Força Sindical,sublinhou o papel da mobilização unitária para remover os obstáculos existentes nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, garantindo que a pauta dos trabalhadores seja atendida e implementada. "Temos de jogar peso em Brasília", enfatizou.

 

O dirigente da NCST (Nova Central Sindical dos Trabalhadores), Moacyr Auersvald defendeu que as centrais elaborem um documento conjunto, com a contribuição do Dieese, para ser apresentado ao governo, elencando medidas emergenciais. Também a CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil) faz parte do comando de mobilizações da 5º Marcha.

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Centrais sindicais querem discutir crise com Lula e Mantega

Publicado: 30/10/2008 | 10:43


Fonte: Vermelho e CUT

Em reunião realizada, nesta quarta-feira (29), na sede nacional da Central Única dos Trabalhadores, as seis centrais sindicais – CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central, CGTB e CTB – sublinharam a importância do investimento público e da valorização do trabalho como elementos decisivos para impulsionar o desenvolvimento do mercado interno no enfrentamento à crise internacional gerada pela especulação. As entidades também enviaram um pedido de audiência urgente com o presidente Lula e o ministro da Fazenda Guido Mantega.

 

O objetivo é levar um documento com medidas para amenizar o impacto da crise para os trabalhadores. "Queremos discutir o mais rápido possível com o governo como minimizar os efeitos da crise internacional para os trabalhadores e evitar que cortes nos investimentos atinjam as áreas sociais" adiantou o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho.

 

"Com a recessão batendo nos EUA, Europa e Japão, e vindo para a América Latina, precisamos priorizar iniciativas em defesa do nosso mercado interno, com uma resposta firme do Estado brasileiro em apoio à classe trabalhadora e ao setor produtivo. As centrais têm propostas, já amplamente debatidas na Jornada pelo Desenvolvimento, e que precisam ser implementadas para que os trabalhadores não paguem a conta da crise que é do sistema capitalista e de sua lógica especulativa", declarou o secretário geral da CUT, Quintino Severo.

 

Além da crise, as centrais devem debater com Lula e Mantega a necessidade de redução dos juros e manutenção dos programas sociais e das políticas públicas, para que não sejam afetados os investimentos em infra-estrutura, transporte e saneamento, consideradas áreas sensíveis e geradoras de emprego.

 

5º Marcha Nacional a Brasília

Diante da nova conjuntura externa, explicou Quintino, há uma avaliação comum das centrais de que a 5ª Marcha Nacional a Brasília deverá enfatizar a luta por medidas de combate à crise - como a redução dos juros - e de fomento aos investimentos nas áreas sociais e de infra-estrutura, garantindo emprego, salário e direitos.

 

Segundo Pascoal Carneiro, da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), "a mobilização em Brasília vai defender os interesses dos trabalhadores, sendo contra qualquer benefício para quem faliu o sistema. A alternativa não é atender o sistema financeiro, mas o setor produtivo. Propomos afirmar o desenvolvimento com distribuição de renda, com valorização do trabalho, com garantia de direitos".

 

Entre as reivindicações das centrais encontram-se a redução da jornada de trabalho sem redução de salário - medida que deve gerar mais de 2,2 milhões de empregos, sendo o Dieese -, a ratificação das Convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a 151 - que assegura o direito à negociação coletiva no serviço público - e a 158 - que coíbe a demissão imotivada -, e o fim do fator previdenciário, mecanismo cruel inventado pelos tucanos para dificultar e arrochar aposentadorias.

 

A Marcha também vai erguer a bandeira do reajuste da tabela do Imposto de Renda, fazendo justiça tributária a partir de novas faixas de contribuição com descontos progressivos; da defesa do Piso Salarial Nacional do Magistério, fundamental para a melhoria da qualidade do ensino; e a defesa do patrimônio nacional do Pré-sal para o povo brasileiro.

 

A 5ª Marcha Nacional terá ainda tema "Desenvolvimento e valorização do trabalho", com concentração prevista para o Estádio Mané Garrincha, de onde cerca de 30 mil manifestantes sairão em passeata até o Congresso Nacional. As centrais sindicais internacionais serão convidadas para se somar ao ato.

 

Unidade das centrais

Eduardo Rocha, da UGT (União Geral dos Trabalhadores), alertou que já se fazem projeções da queda do PIB para o próximo ano, "e nós sabemos da tragédia que isso significa para o trabalhador: retração, achatamento salarial, rotatividade, desemprego". Daí, revelou, "a importância da nossa luta para reduzir os juros, para reduzir a jornada, para ampliar as medidas de segurança do trabalhador e impedir que os prejuízos sejam socializados".

 

João Carlos Gonçalves (Juruna), secretário geral da Força Sindical,sublinhou o papel da mobilização unitária para remover os obstáculos existentes nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, garantindo que a pauta dos trabalhadores seja atendida e implementada. "Temos de jogar peso em Brasília", enfatizou.

 

O dirigente da NCST (Nova Central Sindical dos Trabalhadores), Moacyr Auersvald defendeu que as centrais elaborem um documento conjunto, com a contribuição do Dieese, para ser apresentado ao governo, elencando medidas emergenciais. Também a CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil) faz parte do comando de mobilizações da 5º Marcha.