Correio Braziliense

Enquanto boa parcela dos trabalhadores espera a chegada da primeira parcela do décimo terceiro salário, funcionários terceirizados de três órgãos federais tentam receber seus pagamentos referentes a outubro, até ontem à noite ainda não depositados. São 49 prestadores de serviços no Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM), ligado ao Ministério de Minas e Energia, e 115 na pasta das Cidades. Juntam-se a eles cerca 50 operadores de telemarketing contratados pela empresa Montana para prestar serviços à Caixa Econômica Federal. Esses reclamam quatro meses de atraso nos vencimentos. No caso do DNPM, a empresa inadimplente é a Conservo Brasília Serviços Técnicos Ltda. Ela foi recentemente declarada inidônea para manter contratos com a administração pública, com base no inquérito da Operação Mão-de-Obra, da Polícia Federal, que desbaratou esquema de fraudes em licitações públicas na Esplanada dos Ministérios. Em resposta ao pedido de informação enviado ontem pelo Correio, o DNPM afirmou que o pagamento dos funcionários é de competência “exclusiva” da contratada, mas que o gestor do contrato já procurou a Conservo, que o teria informado das dificuldades para quitar a dívida e prometido regularizar a situação até amanhã. A autarquia garantiu que adotará as medidas legais previstas em contrato para punir a Conservo pelo atraso. Em relação aos 115 terceirizados do Ministério das Cidades, contratados pela Imperial Construções, Administrações e Serviços Ltda., não há sequer promessa de pagamento. A parcela mensal devida à empresa, no valor de R$ 678,5 mil, já foi repassada pelo ministério, mas nada de pagamento dos salários de outubro. A assessoria do ministério informou que até ontem a Imperial não havia se manifestado. A pasta afirmou que foi inserida penalização de “advertência” no Sistema de Cadastramento Único de Fornecedores (SICAF), além da aplicação de multa e a adoção de medidas judiciais que permitam a retenção dos valores contratuais em juízo. Os terceirizados em telemarketing da Caixa fizeram manifestação ontem de manhã em frente ao prédio da instituição, para reclamar do atraso de quatro meses nos salários. De acordo com eles, o banco informou que pagou à Montana todos os meses e que cabe a ela depositar o dinheiro. No final da manhã, um representante da Montana prometeu que o pagamento do último mês seria depositado até as 16h. Ele não falou com a imprensa. “Em relação aos atrasados não disseram nada”, reclamou uma operadora que não se identificou.

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Salários atrasados

Publicado: 13/11/2008 | 10:05


Correio Braziliense

Enquanto boa parcela dos trabalhadores espera a chegada da primeira parcela do décimo terceiro salário, funcionários terceirizados de três órgãos federais tentam receber seus pagamentos referentes a outubro, até ontem à noite ainda não depositados. São 49 prestadores de serviços no Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM), ligado ao Ministério de Minas e Energia, e 115 na pasta das Cidades. Juntam-se a eles cerca 50 operadores de telemarketing contratados pela empresa Montana para prestar serviços à Caixa Econômica Federal. Esses reclamam quatro meses de atraso nos vencimentos.

No caso do DNPM, a empresa inadimplente é a Conservo Brasília Serviços Técnicos Ltda. Ela foi recentemente declarada inidônea para manter contratos com a administração pública, com base no inquérito da Operação Mão-de-Obra, da Polícia Federal, que desbaratou esquema de fraudes em licitações públicas na Esplanada dos Ministérios.

Em resposta ao pedido de informação enviado ontem pelo Correio, o DNPM afirmou que o pagamento dos funcionários é de competência “exclusiva” da contratada, mas que o gestor do contrato já procurou a Conservo, que o teria informado das dificuldades para quitar a dívida e prometido regularizar a situação até amanhã. A autarquia garantiu que adotará as medidas legais previstas em contrato para punir a Conservo pelo atraso.

Em relação aos 115 terceirizados do Ministério das Cidades, contratados pela Imperial Construções, Administrações e Serviços Ltda., não há sequer promessa de pagamento. A parcela mensal devida à empresa, no valor de R$ 678,5 mil, já foi repassada pelo ministério, mas nada de pagamento dos salários de outubro.

A assessoria do ministério informou que até ontem a Imperial não havia se manifestado. A pasta afirmou que foi inserida penalização de “advertência” no Sistema de Cadastramento Único de Fornecedores (SICAF), além da aplicação de multa e a adoção de medidas judiciais que permitam a retenção dos valores contratuais em juízo.

Os terceirizados em telemarketing da Caixa fizeram manifestação ontem de manhã em frente ao prédio da instituição, para reclamar do atraso de quatro meses nos salários. De acordo com eles, o banco informou que pagou à Montana todos os meses e que cabe a ela depositar o dinheiro. No final da manhã, um representante da Montana prometeu que o pagamento do último mês seria depositado até as 16h. Ele não falou com a imprensa. “Em relação aos atrasados não disseram nada”, reclamou uma operadora que não se identificou.