Em seu primeiro pronunciamento público em 2009, depois de 12 dias de férias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro, nesta segunda-feira (12), que novas medidas estão sendo preparadas para combater os efeitos da crise econômica mundial sobre o País e devem ser anunciadas ainda em janeiro.

Embora mais uma vez tenha negado a edição de "pacotaços", Lula destacou a urgência do momento, frisando ser necessário trabalhar com toda "seriedade, agilidade e competência", nos primeiros meses do ano, para evitar danos mais graves à economia brasileira: "Se não tomarmos a iniciativa de fazermos as coisas acontecerem neste primeiro trimestre, aí sim, poderemos correr o risco de fazermos com que a crise chegue aqui mais forte do que deveria".

As medidas serão sempre pontuais para corrigir problemas identificados setorialmente, garantiu o presidente. Ao mesmo tempo, não devem, ao menos por enquanto, afetar as projeções de crescimento para 2009.

Está mantida a perspectiva de crescer 4% e os economistas que estimam o percentual em apenas 2% estão, na visão de Lula, "trabalhando com pessimismo e vão errar", disse Lula à imprensa, na abertura da 36ª Couromoda - Feira Internacional de Calçados, Artigos Esportivos e Artefatos de Couro, em São Paulo.

O presidente se recusou a dar detalhes sobre o que está sendo planejado, mas afirmou que, a exemplo do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), o fim de janeiro e o início de fevereiro serão marcados por anúncios. "Em economia, a gente não pode ficar anunciando o que vai fazer porque os efeitos podem ser nefastos. Mas são medidas importantes", avisou.

Convulsão social O presidente Lula afirmou que os países desenvolvidos que estão mais diretamente ligados à crise financeira internacional sabem que é preciso adotar ações para que este momento não dure muito. Para ele, as consequências nesses países podem ser amargas.

"Como consequência do desemprego, que vai acontecer exatamente nesses países, nós corremos o risco de uma convulsão social que o mundo desenvolvido não esperava que acontecesse no século 21", disse Lula.

O presidente voltou a defender um controle mais rígido do sistema financeiro. "Tem muita gente que ganhou muito dinheiro sem produzir um prego para colocar no sapato", declarou.

Na avaliação de Lula, este é o momento para que o Estado prove sua importância para o Brasil e para todos os países do mundo, ao se colocar como indutor da economia e dos investimentos.

"Neste momento, vamos dizer o seguinte: que tudo o que for possível cortar em custeio, vamos fazer. Mas tudo o que for possível colocar para gerar um posto de trabalho, vamos fazer também", disse. O presidente prometeu mais recursos para as obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).

Lula contou ter pedido às equipes de governo que "inventem novas obras", "descubram as prioridades do povo", porque o Brasil precisa investir, gerar empregos e garantir crescimento: "Não vai faltar dinheiro para o PAC. Nenhum centavo. E se vier a faltar para alguma obra, nós vamos botar". (Fonte: Correio Braziliense)

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Lula anunciará medidas contra a crise ainda este mês

Publicado: 14/01/2009 | 08:10


 

Em seu primeiro pronunciamento público em 2009, depois de 12 dias de férias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro, nesta segunda-feira (12), que novas medidas estão sendo preparadas para combater os efeitos da crise econômica mundial sobre o País e devem ser anunciadas ainda em janeiro.

Embora mais uma vez tenha negado a edição de "pacotaços", Lula destacou a urgência do momento, frisando ser necessário trabalhar com toda "seriedade, agilidade e competência", nos primeiros meses do ano, para evitar danos mais graves à economia brasileira: "Se não tomarmos a iniciativa de fazermos as coisas acontecerem neste primeiro trimestre, aí sim, poderemos correr o risco de fazermos com que a crise chegue aqui mais forte do que deveria".

As medidas serão sempre pontuais para corrigir problemas identificados setorialmente, garantiu o presidente. Ao mesmo tempo, não devem, ao menos por enquanto, afetar as projeções de crescimento para 2009.

Está mantida a perspectiva de crescer 4% e os economistas que estimam o percentual em apenas 2% estão, na visão de Lula, "trabalhando com pessimismo e vão errar", disse Lula à imprensa, na abertura da 36ª Couromoda - Feira Internacional de Calçados, Artigos Esportivos e Artefatos de Couro, em São Paulo.

O presidente se recusou a dar detalhes sobre o que está sendo planejado, mas afirmou que, a exemplo do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), o fim de janeiro e o início de fevereiro serão marcados por anúncios. "Em economia, a gente não pode ficar anunciando o que vai fazer porque os efeitos podem ser nefastos. Mas são medidas importantes", avisou.

Convulsão social
O presidente Lula afirmou que os países desenvolvidos que estão mais diretamente ligados à crise financeira internacional sabem que é preciso adotar ações para que este momento não dure muito. Para ele, as consequências nesses países podem ser amargas.

"Como consequência do desemprego, que vai acontecer exatamente nesses países, nós corremos o risco de uma convulsão social que o mundo desenvolvido não esperava que acontecesse no século 21", disse Lula.

O presidente voltou a defender um controle mais rígido do sistema financeiro. "Tem muita gente que ganhou muito dinheiro sem produzir um prego para colocar no sapato", declarou.

Na avaliação de Lula, este é o momento para que o Estado prove sua importância para o Brasil e para todos os países do mundo, ao se colocar como indutor da economia e dos investimentos.

"Neste momento, vamos dizer o seguinte: que tudo o que for possível cortar em custeio, vamos fazer. Mas tudo o que for possível colocar para gerar um posto de trabalho, vamos fazer também", disse. O presidente prometeu mais recursos para as obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).

Lula contou ter pedido às equipes de governo que "inventem novas obras", "descubram as prioridades do povo", porque o Brasil precisa investir, gerar empregos e garantir crescimento: "Não vai faltar dinheiro para o PAC. Nenhum centavo. E se vier a faltar para alguma obra, nós vamos botar". (Fonte: Correio Braziliense)