O primeiro dia de trabalho de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos foi só uma amostra do que virá nos próximos meses: reuniões após reuniões para dar conta de um país em crise. Em pouco mais de nove horas, o novo mandatário compareceu à última cerimônia de posse, reuniu-se com o gabinete, com as equipes econômica e de Defesa, e ainda teve tempo de recepcionar cidadãos comuns na Casa Branca. As primeiras ações seguiram a linha das principais promessas de campanha: um pedido do suspensão dos julgamentos em Guantánamo — que abre o caminho para o fechamento da controversa prisão —, o anúncio de regras mais severas em relação a lobistas e discussões para acelerar a aprovação de mais um plano de resgate econômico e da retirada das tropas do Iraque. As atividades do novo governante começaram cedo. Por volta das 8h30, Obama já estava no Salão Oval para ler a carta escrita à mão pelo “43º presidente para o 44º”, como indicava o envelope. Minutos depois, conferiu a agenda do dia com o chefe de Gabinete, Rahm Emanuel, e fez ligações para líderes políticos do Oriente Médio. Segundo a Casa Branca, Obama conversou com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, o premiê de Israel, Ehud Olmert, o presidente do Egito, Hosni Mubarak e o rei da Jordânia, Abdullah II (leia mais na página 27). O presidente dos EUA se comprometeu com os esforços para conseguir a paz entre Israel e os palestinos, e se dispôs inclusive a trabalhar com os demais parceiros para conseguir a paz. Em seguida, participou de um culto ecumênico na Catedral de Washington, uma tradição logo após a posse presidencial. Ao lado da primeira-dama, Michelle, do vice e de sua mulher, Joe e Jill Biden, o democrata foi abençoado pelo reverendo Andy Stanley, que conduziu a celebração. “O Senhor conceda ao presidente dos EUA, Barack Obama, e a todos aqueles no poder, Sua graça e Sua boa vontade”, pediu o religioso. O próximo compromisso foi uma reunião aberta com a equipe de governo, no Eisenhower Executive Office Building, prédio ao lado da Casa Branca. Ao falar a seus assessores próximos, Obama anunciou o congelamento do salário dos mais bem remunerados e medidas administrativas que limitam a relação do governo com lobistas (leia mais abaixo). Depois, retornou para a residência oficial, onde, junto com Michelle, recebeu 200 cidadãos comuns no Salão Azul. O casal agradeceu aos visitantes pela presença e percorreu os salões da Casa Branca com os visitantes, muitos deles visivelmente emocionados. “Sejam bem-vindos, divirtam-se. Fiquem à vontade, mas não quebrem nada”, brincou o governante. Enquanto Obama realizava todas essas tarefas, um de seus principais secretários, Timothy Geithner, responsável pelo Tesouro, era sabatinado no Comitê de Finanças do Senado. Os parlamentares queriam explicações sobre o fato de ele ter sonegado impostos entre 2001 e 2003 e sobre a omissão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de Nova York — conduzido por Geithner até dezembro — em relação às instituições financeiras que quebraram (leia mais na página 25). Pacote de estímulo Para finalizar o dia, Obama teve duas importantes reuniões com assessores das áreas econômica e de Defesa, para tratar de assuntos espinhosos: crise econômica e Iraque. Na primeira, o presidente recebeu informações sobre a aceitação, pelos congressistas, do pacote de estímulo de US$ 825 bilhões. O plano combinaria US$ 550 bilhões em iniciativas emergenciais de gastos do governo com US$ 275 bilhões em cortes de impostos temporários. A meta seria, entre outras, preservar até 4 milhões de empregos. Estiveram presentes à reunião o diretor do Conselho Econômico Nacional, Lawrence Summers, o chefe do Escritório de Orçamento da Casa Branca, Peter Orszag, e a diretora do Conselho de Política Doméstica, Melody Barnes. Sobre o Iraque, Obama se reuniu com o secretário da Defesa, Robert Gates, o chefe de Estado-Maior, Mike Mullen, e os generais David Petraeus e Raymond Odierno. A primeira ação do governo, no entanto, veio ainda no dia da posse. Na noite de terça-feira, Obama pediu a suspensão por 120 dias de todos os julgamentos dos detidos na prisão de Guantánamo, em Cuba. A solicitação formal, assinada pelo secretário da Defesa, Robert Gates, foi apresentada aos juízes militares responsáveis pelos casos (leia mais na página 26).

Fonte: Ministério Planejamento

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Olá, eu sou Obama

Publicado: 22/01/2009 | 09:50


No primeiro dia como presidente, Obama passa nove horas em reuniões E recebe cidadãos na Casa Branca
 


O primeiro dia de trabalho de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos foi só uma amostra do que virá nos próximos meses: reuniões após reuniões para dar conta de um país em crise. Em pouco mais de nove horas, o novo mandatário compareceu à última cerimônia de posse, reuniu-se com o gabinete, com as equipes econômica e de Defesa, e ainda teve tempo de recepcionar cidadãos comuns na Casa Branca. As primeiras ações seguiram a linha das principais promessas de campanha: um pedido do suspensão dos julgamentos em Guantánamo — que abre o caminho para o fechamento da controversa prisão —, o anúncio de regras mais severas em relação a lobistas e discussões para acelerar a aprovação de mais um plano de resgate econômico e da retirada das tropas do Iraque.

As atividades do novo governante começaram cedo. Por volta das 8h30, Obama já estava no Salão Oval para ler a carta escrita à mão pelo “43º presidente para o 44º”, como indicava o envelope. Minutos depois, conferiu a agenda do dia com o chefe de Gabinete, Rahm Emanuel, e fez ligações para líderes políticos do Oriente Médio. Segundo a Casa Branca, Obama conversou com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, o premiê de Israel, Ehud Olmert, o presidente do Egito, Hosni Mubarak e o rei da Jordânia, Abdullah II (leia mais na página 27). O presidente dos EUA se comprometeu com os esforços para conseguir a paz entre Israel e os palestinos, e se dispôs inclusive a trabalhar com os demais parceiros para conseguir a paz.

Em seguida, participou de um culto ecumênico na Catedral de Washington, uma tradição logo após a posse presidencial. Ao lado da primeira-dama, Michelle, do vice e de sua mulher, Joe e Jill Biden, o democrata foi abençoado pelo reverendo Andy Stanley, que conduziu a celebração. “O Senhor conceda ao presidente dos EUA, Barack Obama, e a todos aqueles no poder, Sua graça e Sua boa vontade”, pediu o religioso.

O próximo compromisso foi uma reunião aberta com a equipe de governo, no Eisenhower Executive Office Building, prédio ao lado da Casa Branca. Ao falar a seus assessores próximos, Obama anunciou o congelamento do salário dos mais bem remunerados e medidas administrativas que limitam a relação do governo com lobistas (leia mais abaixo). Depois, retornou para a residência oficial, onde, junto com Michelle, recebeu 200 cidadãos comuns no Salão Azul. O casal agradeceu aos visitantes pela presença e percorreu os salões da Casa Branca com os visitantes, muitos deles visivelmente emocionados. “Sejam bem-vindos, divirtam-se. Fiquem à vontade, mas não quebrem nada”, brincou o governante.

Enquanto Obama realizava todas essas tarefas, um de seus principais secretários, Timothy Geithner, responsável pelo Tesouro, era sabatinado no Comitê de Finanças do Senado. Os parlamentares queriam explicações sobre o fato de ele ter sonegado impostos entre 2001 e 2003 e sobre a omissão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de Nova York — conduzido por Geithner até dezembro — em relação às instituições financeiras que quebraram (leia mais na página 25).

Pacote de estímulo
Para finalizar o dia, Obama teve duas importantes reuniões com assessores das áreas econômica e de Defesa, para tratar de assuntos espinhosos: crise econômica e Iraque. Na primeira, o presidente recebeu informações sobre a aceitação, pelos congressistas, do pacote de estímulo de US$ 825 bilhões. O plano combinaria US$ 550 bilhões em iniciativas emergenciais de gastos do governo com US$ 275 bilhões em cortes de impostos temporários. A meta seria, entre outras, preservar até 4 milhões de empregos. Estiveram presentes à reunião o diretor do Conselho Econômico Nacional, Lawrence Summers, o chefe do Escritório de Orçamento da Casa Branca, Peter Orszag, e a diretora do Conselho de Política Doméstica, Melody Barnes. Sobre o Iraque, Obama se reuniu com o secretário da Defesa, Robert Gates, o chefe de Estado-Maior, Mike Mullen, e os generais David Petraeus e Raymond Odierno.

A primeira ação do governo, no entanto, veio ainda no dia da posse. Na noite de terça-feira, Obama pediu a suspensão por 120 dias de todos os julgamentos dos detidos na prisão de Guantánamo, em Cuba. A solicitação formal, assinada pelo secretário da Defesa, Robert Gates, foi apresentada aos juízes militares responsáveis pelos casos (leia mais na página 26).

Fonte: Ministério Planejamento