A ofensiva de Sarney
Peemedebista joga as fichas na negociação com os tucanos para garantir os 13 votos do partido no Senado e se fortalecer na disputa com o petista Tião Viana pelo comando da Casa em 2 de fevereiro
O senador José Sarney (PMDB-AP) vai para cima dos tucanos hoje. O PSDB é o partido mais disputado na eleição para a Presidência do Senado. Com 13 parlamentares, a legenda ainda não fechou posição e é cortejada também por Tião Viana (PT-AC). Sarney aposta na negociação com os senadores do partido. Sabe que o acordo com o PMDB está mais próximo. Os tucanos avaliam que o peemedebista tem mais chances de vencer a briga e isso pode pesar na hora de decidir o apoio. Hoje, o líder Arthur Virgílio (AM) e o senador e presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), devem se encontrar com Sarney. Os dois também podem reunir-se com Tião Viana. O petista tem conversado com o governador de São Paulo, José Serra, um dos candidatos tucanos ao Palácio do Planalto. Para se fortalecer nas negociações, o PSDB fechará posição em torno de um dos nomes.
Serra já foi mais ativo no apoio a Tião, que ontem registrou oficialmente a sua candidatura. Preocupava-se com a possibilidade de o PMDB eleger o presidente do Senado e, com isso, atrapalhar a candidatura de Michel Temer (PMDB-SP) à Presidência da Câmara. Serra, nas últimas semanas, adotou uma linha mais discreta. Porque passou a considerar segura a vitória de Temer e para evitar um confronto com a bancada tucana.
A negociação de Sarney com o PMDB está adiantada. Pelo acordo alinhavado, os tucanos ficarão com a Primeira Vice-Presidência e a Quarta Secretaria. O problema está nas comissões. O PSDB quer indicar Tasso Jereissati (CE) para a Comissão de Assuntos Econômicos e Eduardo Azeredo (MG) para a de Relações Exteriores. É mais do que lhe caberia normalmente e os tucanos esperam que o PMDB ceda parte de seu espaço.
Fonte: Ministério Planejamento
