PDT sai do bloco de esquerda e condiciona apoio a Temer
Em reunião nesta quarta-feira (21), na sede do PDT em Brasília, a bancada do partido na Câmara, composta por 25 deputados, decidiu pela saída da legendo do Bloco de Esquerda (PSB, PCdoB, PMN e PRB) e o apoio condicional à candidatura de Michel Temer (PMDB/SP) à Presidência da Casa. No Senado, caso o PMDB viabilize a eleição de José Sarney (AP), o apoio a Temer será rediscutido. Os cinco senadores do partido votarão em Tião Viana (PT/AC).
Após a decisão, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, Tião Viana e Michel Temer estiveram na sede do partido para referendar a decisão. "Nós estamos fechados com Michel Temer na Câmara e Tião Viana no Senado. Tudo o que for diferente disso será prejudicial para a sociedade", disse Lupi.
O partido só não trilhou um caminho ainda mais favorável a Temer e Viana devido ao voto contra a saída do bloco de Ademir Camilo (MG) e a proposta do deputado Sebastião Rocha (AP) que condicionou o apoio ao peemedebista à disputa no Senado.
Caso a candidatura de Sarney tenha reais chances de vitória, o partido voltará a rediscutir o apoio a Temer. "O deputado Bala colocou um adendo importante. Nós somos radicalmente contra o PMDB ocupar as duas Casas. Então se de repente o Sarney se viabilizar presidente nós vamos voltar a discutir. Isso ficou claríssimo", disse o senador Cristovam Buarque (PDT/DF).
Tião faz as contas
Com os cinco votos do PDT, Tião Viana projeta que chegou aos 36 votos contra 37 do PMDB. Disse ter o apoio de seis partidos e deve chegar a oito com a adesão do PCdoB e PP. Sobre o apoio destes partidos, o senador alegou que tudo está condicionado a eleição na Câmara.
"Acho que o grande diferencial será o PSDB que tente a ser o pêndulo nessa eleição", disse, após discursar para os parlamentares do PDT.
Ele se comprometeu em programar uma agenda de transformação priorizando a reforma política e tributária. Também disse que quer acabar com a sobreposição dos poderes para garantir o equilíbrio. (Fonte: Vermelho)
