segunda vez que Lula convoca o ministério para debater a crise. O primeiro encontro ocorreu em novembro do ano passado. Sobre o corte no orçamento, Paulo Bernardo detalhará para os colegas o congelamento previsto de R$ 37,2 bilhões e em quanto cada pasta será afetada. A pedido do presidente Lula, o ministro disse que fechará as contas somente depois de conversar com os ministros. Mas já prevê “choradeira” dos colegas, pois não será possível atender todas as demandas.  “Vamos tentar não desagradar todo mundo, mas agradar todo mundo não tem a menor possibilidade. Acredito que a choradeira vai ocorrer depois da reunião. Vamos chamar os ministros e conversar sobre a pasta de cada um. Precisamos manter o orçamento equilibrado”, disse o ministro no último dia 27, quando anunciou o corte provisório.

O andamento do PAC é outro assunto da reunião ministerial. O balanço de dois anos do programa deverá ser feito oficialmente na quarta-feira (4) pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

No último balanço, realizado em outubro do ano passado, o governo já havia concluído 9% dos projetos, total de 193 obras, com custo de R$ 30,6 bilhões.  Na ocasião, Dilma Rousseff afirmou que 83% das obras estavam com bom andamento, 7% em estado de atenção e 1% em situação preocupante. O PAC prevê investimentos de cerca de R$ 503 bilhões, principalmente, em obras de infra-estrutura.

Fonte: Agência Brasil

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Lula reúne ministros para discutir medidas de combate à crise

Publicado: 2/02/2009 | 10:03


Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reúne hoje (2) toda a equipe ministerial para discutir medidas de combate à crise financeira mundial, cortes no Orçamento da União de 2009 e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A primeira reunião do ano será realizada na residência oficial da Granja do Torto.

Entre as medidas para conter os efeitos da crise, o governo prepara um pacote de estímulo para a construção civil, setor com grande capacidade de geração de empregos. O plano seria lançado na semana passada, mas foi adiado porque o presidente Lula quer reduzir ainda mais o custo do financiamento habitacional para o brasileiro e conceder mais facilidades às famílias com renda inferior a cinco salários mínimos (até R$ 2.075), faixa populacional com dificuldade para comprar imóvel, como  afirmou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. A meta do governo é financiar 1 milhão de novos imóveis até 2010. 

É a segunda vez que Lula convoca o ministério para debater a crise. O primeiro encontro ocorreu em novembro do ano passado.

Sobre o corte no orçamento, Paulo Bernardo detalhará para os colegas o congelamento previsto de R$ 37,2 bilhões e em quanto cada pasta será afetada. A pedido do presidente Lula, o ministro disse que fechará as contas somente depois de conversar com os ministros. Mas já prevê “choradeira” dos colegas, pois não será possível atender todas as demandas. 

“Vamos tentar não desagradar todo mundo, mas agradar todo mundo não tem a menor possibilidade. Acredito que a choradeira vai ocorrer depois da reunião. Vamos chamar os ministros e conversar sobre a pasta de cada um. Precisamos manter o orçamento equilibrado”, disse o ministro no último dia 27, quando anunciou o corte provisório.

O andamento do PAC é outro assunto da reunião ministerial. O balanço de dois anos do programa deverá ser feito oficialmente na quarta-feira (4) pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.


No último balanço, realizado em outubro do ano passado, o governo já havia concluído 9% dos projetos, total de 193 obras, com custo de R$ 30,6 bilhões.  Na ocasião, Dilma Rousseff afirmou que 83% das obras estavam com bom andamento, 7% em estado de atenção e 1% em situação preocupante. O PAC prevê investimentos de cerca de R$ 503 bilhões, principalmente, em obras de infra-estrutura.

Fonte: Agência Brasil