O novo valor definido para o salário mínimo nacional deve possibilitar o incremento de R$ 6,8 bilhões à arrecadação tributária, no período de um ano. O dado faz parte do estudo "Política de Valorização do Salário Mínimo: A aplicação da lei em 1º de fevereiro", realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Além disso, o aumento de R$ 50 ao piso nacional (que passou de R$ 415 para R$ 465) ainda deve implicar a entrada de R$ 27,8 bilhões na economia, também dentro de um ano. Afinal de contas, estima-se que, ao todo, 43,4 milhões de pessoas têm seu rendimento referenciado no salário mínimo, entre os quais estão beneficiários do INSS, trabalhadores autônomos, empregados domésticos e empregadores. Cesta básica Dados do levantamento ainda revelam que o novo valor do piso possibilite a compra de menos de duas cestas básicas (1,93). Isso com o valor dela sendo mantido, em fevereiro, no mesmo patamar verificado em janeiro de 2009. Esta relação corresponde à mesma apurada na média anual de 2007, quando foi registrado o melhor poder de compra para o valor do salário mínimo - em relação ao número de cestas básicas - desde 1971. Previdência Já para a Previdência, o impacto da variação de R$ 50 significará um custo adicional de cerca de R$ 11,5 bilhões ao ano. Afinal, o peso relativo aos benefícios de um mínimo é de 43,7% e envolve 66% do total de beneficiários. Esse resultado baseia-se na estimativa do governo de que um aumento de apenas R$ 1 no valor do salário mínimo sobre a folha de benefícios é estimado, pelo governo, em R$ 215,1 milhões ao ano.

Fonte: InfoMoney

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Novo mínimo deve aumentar a arrecadação tributária em R$ 6,8 bilhões no ano

Publicado: 20/02/2009 | 08:45


 

O novo valor definido para o salário mínimo nacional deve possibilitar o incremento de R$ 6,8 bilhões à arrecadação tributária, no período de um ano. O dado faz parte do estudo "Política de Valorização do Salário Mínimo: A aplicação da lei em 1º de fevereiro", realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Além disso, o aumento de R$ 50 ao piso nacional (que passou de R$ 415 para R$ 465) ainda deve implicar a entrada de R$ 27,8 bilhões na economia, também dentro de um ano.

Afinal de contas, estima-se que, ao todo, 43,4 milhões de pessoas têm seu rendimento referenciado no salário mínimo, entre os quais estão beneficiários do INSS, trabalhadores autônomos, empregados domésticos e empregadores.

Cesta básica
Dados do levantamento ainda revelam que o novo valor do piso possibilite a compra de menos de duas cestas básicas (1,93). Isso com o valor dela sendo mantido, em fevereiro, no mesmo patamar verificado em janeiro de 2009.

Esta relação corresponde à mesma apurada na média anual de 2007, quando foi registrado o melhor poder de compra para o valor do salário mínimo - em relação ao número de cestas básicas - desde 1971.

Previdência
Já para a Previdência, o impacto da variação de R$ 50 significará um custo adicional de cerca de R$ 11,5 bilhões ao ano. Afinal, o peso relativo aos benefícios de um mínimo é de 43,7% e envolve 66% do total de beneficiários.

Esse resultado baseia-se na estimativa do governo de que um aumento de apenas R$ 1 no valor do salário mínimo sobre a folha de benefícios é estimado, pelo governo, em R$ 215,1 milhões ao ano.

Fonte: InfoMoney