Assédio moral cresce entre as bancárias, aponta pesquisa
| Dom, 08 de Março de 2009 11:56 |
|
Em um ano, aumentaram de 14% para quase 17,5% os casos de assédio moral envolvendo as mulheres bancárias na região de Piracicaba (SP). Deduz-se que ocorre o mesmo no restante do País. A pesquisa que apontou o dado foi apresentada, na última sexta-feira (6), de manhã pela diretoria do Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região. Esse levantamento, desenvolvido pelo sindicato desde 2005, foi apresentado durante café da manhã servido em homenagem às mulheres bancárias, pelo Dia Internacional da Mulher. De acordo com o presidente do sindicato, José Antonio Fernandes Paiva, a pesquisa contribui para a definição de políticas e ações que a entidade deverá desenvolver ao longo do ano. "Esse trabalho nos dá informações importantes para que possamos atender da melhor maneira às necessidades dos bancários", destaca. O Núcleo de Qualidade de Vida da entidade conta com três psicólogas para atender também a casos como esses. Segundo Paiva, o assédio ocorre também entre os homens, mas a mulher ainda é mais assediada. "As mulheres são a maioria na categoria, têm melhor qualidade de formação, mas recebem menor remuneração e ainda somente 3% delas são negras", comentou o presidente. A pesquisa deste ano ouviu 1.159 bancários, sendo 696 mulheres e 463 homens. Cerca de 24% delas têm entre 20 e 25 anos de idade, enquanto que 21,12% está na faixa dos 25 e 30 anos; entre as idades de 40 a 50 anos, elas somam 25,28%. Em relação ao estado civil, 44% são casadas, 45% solteiras e 4% divorciadas. Sobre a renda, 46% delas recebem entre R$ 1 mil e R$ 2 mil; enquanto 20,11% ocupam cargos de gerência, a maioria (25,29%) são caixas; e 34,20% têm até cinco anos de atuação em bancos. Com relação à escolaridade, 53% têm curso superior, sendo que 11% possuem mestrado, enquanto que 60,92% têm residência própria e 34,77% é a maior renda da família. No geral, o levantamento do sindicato revela que o perfil majoritário da mulher bancária é branca, solteira, entre 20 e 25 anos, com renda de R$ 1 mil a 2 mil, é caixa, possui nível superior e tem até cinco anos de banco. Cerca de 3% das mulheres na categoria são da raça negra e 1,01% amarela, enquanto que 4,89% identificaram-se como pardas. Com relação à discriminação, 1,44% das entrevistadas disseram que já foram discriminadas racialmente, enquanto que sexualmente essa declaração foi dada por 2,85%. Já ao longo dos últimos 12 meses, 17,53% delas declararam que foram assediadas moralmente e 0,43% disseram ter sido assediadas sexual e moralmente. (Fonte: Gazeta de Piracicaba, no blog O outro lado da notícia) |
