A perda de renda é uma característica de quem foi forçado a migrar para a subocupação, entre trabalhadores de diferentes setores e níveis sociais e de instrução. A diarista Maria José Costa, 32, foi dispensada de um dia de trabalho no final do ano passado.

 

"A minha patroa me chamou e disse que não tinha mais como me pagar dois dias na semana. Ela é psicóloga e disse que perdeu alguns pacientes e ficou apertada. Só fiquei trabalhando um dia por semana para ela. Também fui dispensada de outra casa por outro motivo. No ano passado, estava com os cinco dias. Agora, só trabalho três dias na semana", conta.

 

Maria diz que ganha pouco mais de um salário mínimo (hoje em R$ 465) e só de aluguel paga R$ 300. "Está muito difícil. Senti mesmo no bolso essa tal crise", afirma ela, que mora na Vila do João, comunidade carente em Bonsucesso (zona norte do Rio).

 

Gabriela Paiva conta que, quando trabalhava em uma financeira, ganhava R$ 700 por mês. Agora, consegue, no máximo, R$ 300 com a venda de anúncio em um jornal de bairro de Niterói, onde mora.

 

"É mais um bico, na verdade, só para ter algum dinheiro enquanto não arrumo nada melhor. Mas o dinheiro nem dá para pagar a faculdade. Dependo da ajuda dos meus pais", diz ela, no último ano de publicidade.

 

Paulo Henrique da Silva, 25, morador de Del Castilho (zona norte do Rio), era operador de telemarketing. Saiu do emprego em janeiro e hoje é recepcionista de eventos numa casa de shows. Ganha entre o piso de R$ 50 e até R$ 200 por evento.

Fonte: Folha de S.Paulo

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Além da jornada, redução da renda caracteriza subocupado

Publicado: 9/03/2009 | 08:37


 

A perda de renda é uma característica de quem foi forçado a migrar para a subocupação, entre trabalhadores de diferentes setores e níveis sociais e de instrução. A diarista Maria José Costa, 32, foi dispensada de um dia de trabalho no final do ano passado.

 

"A minha patroa me chamou e disse que não tinha mais como me pagar dois dias na semana. Ela é psicóloga e disse que perdeu alguns pacientes e ficou apertada. Só fiquei trabalhando um dia por semana para ela. Também fui dispensada de outra casa por outro motivo. No ano passado, estava com os cinco dias. Agora, só trabalho três dias na semana", conta.

 

Maria diz que ganha pouco mais de um salário mínimo (hoje em R$ 465) e só de aluguel paga R$ 300. "Está muito difícil. Senti mesmo no bolso essa tal crise", afirma ela, que mora na Vila do João, comunidade carente em Bonsucesso (zona norte do Rio).

 

Gabriela Paiva conta que, quando trabalhava em uma financeira, ganhava R$ 700 por mês. Agora, consegue, no máximo, R$ 300 com a venda de anúncio em um jornal de bairro de Niterói, onde mora.

 

"É mais um bico, na verdade, só para ter algum dinheiro enquanto não arrumo nada melhor. Mas o dinheiro nem dá para pagar a faculdade. Dependo da ajuda dos meus pais", diz ela, no último ano de publicidade.

 

Paulo Henrique da Silva, 25, morador de Del Castilho (zona norte do Rio), era operador de telemarketing. Saiu do emprego em janeiro e hoje é recepcionista de eventos numa casa de shows. Ganha entre o piso de R$ 50 e até R$ 200 por evento.

Fonte: Folha de S.Paulo