Unger defende investimento no empreendedorismo emergente do NE
O ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, afirmou que Nordeste não pode cair na ilusão do "pobrismo", que seria resolver os problemas com iniciativas de caráter artesanal, nem no "são-paulismo", que seria desenvolver a região instalando uma versão tardia do modelo de industrialização de São Paulo. Ele também criticou o "pontilhismo" político, ou as inciativas pontuais, que seria "cada um defender o seu buscando incentivos e subsídios". Reportagem - Sílvia Mugnatto /Rádio Câmara
Durante café da manhã com a bancada nordestina, o ministro propôs a concentração de esforços no empreendedorismo emergente e na inventividade técnica popular. Ele afirmou que o foco deve ser as pequenas e médias empresas, organizadas em cooperativas, em uma empresa âncora ou pelo próprio governo. Na agricultura, disse que é preciso reorganizar o mercado, libertando os produtores dos atravessadores e resguardando a agricultura contra o risco, entre outros pontos.
Afirmou que já vem trabalhando com o Ministério da Educação em uma nova escola média, que deverá ser implementada primeiramente no Nordeste. Segundo ele, trata-se de um novo ensino geral, que priorize a análise, sem o "decoreba", e um ensino técnico voltado para o domínio de práticas.
Na área de infraestrutura, disse que o governo já vem trabalhando na integração de bacias e na ligação ferroviária. "O Nordeste pode ser a nossa China, no sentido da inovação", disse.
No dia 24 de abril, o ministro vai se reunir com governadores do Nordeste em Natal, para a discussão desses assuntos. Ele manifestou a preocupação em dar andamento aos projetos neste ano, porque no ano há eleições gerais.
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Edição - Wilson Silveira
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