Funcionários dos Correios entram em greve no Estado
Zero Hora
Principal efeito da paralisação será nas entregas de cartas comerciais, faturas de cartões, contas e compras pela Internet
Uma greve definida no começo da noite desta segunda-feira promete comprometer a entrega de milhares de correspondências por dia em todo o Estado. Dezenas de trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) decidiram parar as atividades à meia-noite desta terça-feira por tempo indeterminado, em uma mobilização que ganha contorno nacional.
Em Porto Alegre, desde o início da manhã, grevistas fazem piquete impedindo a saída de correspondência do Centro de Operações Postais, na Avenida Sertório. A entrada de caminhões para buscar mercadorias também não é permitida. Pelo menos 16 veículos ficaram parados do lado de fora.
Às 10h, está prevista uma manifestação em frente à sede dos Correios na Avenida Siqueira Campos. Às 11h, devem percorrer as principais do Centro. Nova reunião está prevista para a tarde.
Pelo país
Outros 13 Estados e o Distrito Federal, também decidiram pela greve em assembléias realizadas ao longo desta segunda-feira. Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), devem entrar em greve os Estados de São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Goiás, do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Pará, Paraná, Amazonas, Maranhão, da Bahia e Paraíba.
Segundo o sindicato da categoria, o principal efeito será nas entregas de cartas comerciais, faturas de cartões, contas e compras pela internet. As franquias dos Correios devem seguir funcionando, sendo possível postar correspondências. Mas é na chegada às residências que promete estar o grande prejuízo, caso um número considerável de funcionários pare as atividades.
A ECT afirmou nesta segunda que não se manifestaria até o final de todas as assembléias que ocorrem no país. Por meio de sua assessoria no Estado, afirmou que não acredita em uma adesão suficiente para prejudicar os serviços.
Reivindicações
Entre os motivos da paralisação está o não pagamento do adicional de risco aos carteiros, no valor de 30% do salário-base. Conforme termo de compromisso assinado em novembro de 2007 (após a última greve da categoria que começou em setembro e durou nove dias) pelo governo federal e pelo presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio, a empresa havia se comprometido a pagar "em definitivo" o referido adicional a partir de março deste ano. No entanto, os cerca de 52 mil carteiros do país, que receberam o adicional de 30% nos últimos três meses, não ganharam o valor na última semana, segundo a categoria.
Outro motivo da paralisação é a disparidade no pagamento da participação nos lucros e resultados aos trabalhadores da empresa. Conforme a categoria, enquanto a maioria dos trabalhadores dos Correios está recebendo valores que variam, em média, de R$ 200 a R$ 400, os chefes, gerentes e diretores da empresa estão ganhando até R$ 44 mil a título de participação nos lucros. A categoria reclama ainda do piso salarial dos Correios, pouco superior a R$ 600, que seria um dos mais baixos do serviço público federal.
Segundo a categoria, a ECT obteve um lucro recorde de R$ 830 milhões em 2007 — meio bilhão superior ao registrado no ano anterior. A ECT é a maior empregadora em regime Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) no país, com cerca de 108 mil trabalhadores.
Em Porto Alegre, desde o início da manhã, grevistas fazem piquete impedindo a saída de correspondência do Centro de Operações Postais, na Avenida Sertório. A entrada de caminhões para buscar mercadorias também não é permitida. Pelo menos 16 veículos ficaram parados do lado de fora.
Às 10h, está prevista uma manifestação em frente à sede dos Correios na Avenida Siqueira Campos. Às 11h, devem percorrer as principais do Centro. Nova reunião está prevista para a tarde.
Pelo país
Outros 13 Estados e o Distrito Federal, também decidiram pela greve em assembléias realizadas ao longo desta segunda-feira. Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), devem entrar em greve os Estados de São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Goiás, do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Pará, Paraná, Amazonas, Maranhão, da Bahia e Paraíba.
Segundo o sindicato da categoria, o principal efeito será nas entregas de cartas comerciais, faturas de cartões, contas e compras pela internet. As franquias dos Correios devem seguir funcionando, sendo possível postar correspondências. Mas é na chegada às residências que promete estar o grande prejuízo, caso um número considerável de funcionários pare as atividades.
A ECT afirmou nesta segunda que não se manifestaria até o final de todas as assembléias que ocorrem no país. Por meio de sua assessoria no Estado, afirmou que não acredita em uma adesão suficiente para prejudicar os serviços.
Reivindicações
Entre os motivos da paralisação está o não pagamento do adicional de risco aos carteiros, no valor de 30% do salário-base. Conforme termo de compromisso assinado em novembro de 2007 (após a última greve da categoria que começou em setembro e durou nove dias) pelo governo federal e pelo presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio, a empresa havia se comprometido a pagar "em definitivo" o referido adicional a partir de março deste ano. No entanto, os cerca de 52 mil carteiros do país, que receberam o adicional de 30% nos últimos três meses, não ganharam o valor na última semana, segundo a categoria.
Outro motivo da paralisação é a disparidade no pagamento da participação nos lucros e resultados aos trabalhadores da empresa. Conforme a categoria, enquanto a maioria dos trabalhadores dos Correios está recebendo valores que variam, em média, de R$ 200 a R$ 400, os chefes, gerentes e diretores da empresa estão ganhando até R$ 44 mil a título de participação nos lucros. A categoria reclama ainda do piso salarial dos Correios, pouco superior a R$ 600, que seria um dos mais baixos do serviço público federal.
Segundo a categoria, a ECT obteve um lucro recorde de R$ 830 milhões em 2007 — meio bilhão superior ao registrado no ano anterior. A ECT é a maior empregadora em regime Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) no país, com cerca de 108 mil trabalhadores.
