Redução seria consequência direta da queda de 26% nas exportações do setor no período, aponta estudo

 

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) calcula uma queda de 4,4% na produção industrial no primeiro trimestre de 2009, em decorrência direta de uma redução de 26% nas exportações do setor industrial, resultado da crise financeira internacional. Portanto - alerta o Ipea -, para manter a produção industrial nos níveis de 2008, o governo deve continuar adotando medidas de estímulo à economia interna de forma que a demanda doméstica cresça na ordem de pelo menos 4,4% para compensar o efeito negativo do recuo das exportações industriais, caso a queda das vendas externas continue nesse ritmo.

 

"Isso pode servir de alerta ao governo, que já vem adotando medidas anticíclicas importantes de incentivo à demanda, como a redução de impostos e a antecipação do reajuste do salário mínimo", comentou o diretor de Estudos Setoriais do Ipea, Márcio Worhlers, ao apresentar o estudo "Impactos da queda nas exportações sobre a produção doméstica", publicado no boletim Radar, que traz a análise das exportações da indústria.

 

No estudo, os pesquisadores do Ipea avaliaram vários segmentos industriais constatando que alguns - como madeira, couro e calçados, petróleo e combustíveis, máquinas e equipamentos, metalurgia e veículos - foram mais afetados pela queda nas vendas externas de produtos, porque são aqueles cuja participação nas exportações é grande em relação ao valor da sua produção. "E vários desses setores podem encontrar alívio no mercado doméstico", completou Fernanda De Negri, uma das pesquisadoras responsáveis pelo estudo.

 

A pesquisadora acrescentou que, se as exportações continuarem, ao longo de 2009, no mesmo ritmo de queda deste primeiro trimestre, o recuo da produção industrial será da ordem de 4,5%. A própria pesquisadora, no entanto, destacou que já há sinais de que seja possível uma reação das exportações brasileiras ao longo do ano, mas ainda impossível de mensurar.

Fonte: Agência Estado

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Ipea vê queda de 4,4% na produção industrial no 1º trimestre

Publicado: 24/04/2009 | 09:36


 

Redução seria consequência direta da queda de 26% nas exportações do setor no período, aponta estudo

 

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) calcula uma queda de 4,4% na produção industrial no primeiro trimestre de 2009, em decorrência direta de uma redução de 26% nas exportações do setor industrial, resultado da crise financeira internacional. Portanto - alerta o Ipea -, para manter a produção industrial nos níveis de 2008, o governo deve continuar adotando medidas de estímulo à economia interna de forma que a demanda doméstica cresça na ordem de pelo menos 4,4% para compensar o efeito negativo do recuo das exportações industriais, caso a queda das vendas externas continue nesse ritmo.

 

"Isso pode servir de alerta ao governo, que já vem adotando medidas anticíclicas importantes de incentivo à demanda, como a redução de impostos e a antecipação do reajuste do salário mínimo", comentou o diretor de Estudos Setoriais do Ipea, Márcio Worhlers, ao apresentar o estudo "Impactos da queda nas exportações sobre a produção doméstica", publicado no boletim Radar, que traz a análise das exportações da indústria.

 

No estudo, os pesquisadores do Ipea avaliaram vários segmentos industriais constatando que alguns - como madeira, couro e calçados, petróleo e combustíveis, máquinas e equipamentos, metalurgia e veículos - foram mais afetados pela queda nas vendas externas de produtos, porque são aqueles cuja participação nas exportações é grande em relação ao valor da sua produção. "E vários desses setores podem encontrar alívio no mercado doméstico", completou Fernanda De Negri, uma das pesquisadoras responsáveis pelo estudo.

 

A pesquisadora acrescentou que, se as exportações continuarem, ao longo de 2009, no mesmo ritmo de queda deste primeiro trimestre, o recuo da produção industrial será da ordem de 4,5%. A própria pesquisadora, no entanto, destacou que já há sinais de que seja possível uma reação das exportações brasileiras ao longo do ano, mas ainda impossível de mensurar.

Fonte: Agência Estado