A taxa de desemprego apurada pelo IBGE em março, de 9,0%, foi a maior desde agosto de 2007, quando chegou a 9,5%. A taxa é exatamente a mesma apurada em setembro de 2007.

 

O número de ocupados nas seis principais regiões metropolitanas do país totalizou 20,95 milhões em março de 2009, com variação zero sobre fevereiro e alta de 0,9% na comparação com março do ano passado.

 

Já o número de desocupados somou 2,08 milhões nas seis regiões, com incrementos significativos ante fevereiro (7,3%) e ante março do ano passado (6,7%).

 

O aumento na taxa de desemprego provocado pela crise está afetando sobretudo a população mais jovem, segundo destacou o gerente da pesquisa mensal de emprego do IBGE, Cimar Azeredo.

 

Em março, a taxa de desemprego para a faixa etária de 16 a 24 anos subiu para 21,1%, a maior desde agosto de 2007. Em fevereiro, a taxa para esse grupo era de 18,9%. Segundo Azeredo, a taxa de desemprego para a faixa entre 16 e 24 anos é geralmente mais alta porque falta qualificação e experiência, dificultando a inserção no mercado de trabalho.

 

"Com a chegada da crise e um número maior de pessoas procurando trabalho, a qualificação e a experiência vão falar ainda mais alto", disse.

 

No que diz respeito ao desemprego por anos de estudo, Azeredo disse que a faixa mais afetada pela crise é a de desocupados com 8 a 10 anos de estudo, ou seja, que não completaram o segundo grau. Para esse grupamento, a taxa de desemprego subiu de 10,3% em fevereiro para 11,3% em março.

 

Segundo Azeredo, um sinal preocupante em março foi a desaceleração no número de empregados com carteira assinada, que subiu 2,5% ante março de 2008, a menor variação sobre igual mês de ano anterior desde agosto de 2003.

Fonte: Monitor Mercantil

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Maior desemprego em 18 meses. Mais afetados, jovens entre 16 e 24

Publicado: 27/04/2009 | 08:54


 

A taxa de desemprego apurada pelo IBGE em março, de 9,0%, foi a maior desde agosto de 2007, quando chegou a 9,5%. A taxa é exatamente a mesma apurada em setembro de 2007.

 

O número de ocupados nas seis principais regiões metropolitanas do país totalizou 20,95 milhões em março de 2009, com variação zero sobre fevereiro e alta de 0,9% na comparação com março do ano passado.

 

Já o número de desocupados somou 2,08 milhões nas seis regiões, com incrementos significativos ante fevereiro (7,3%) e ante março do ano passado (6,7%).

 

O aumento na taxa de desemprego provocado pela crise está afetando sobretudo a população mais jovem, segundo destacou o gerente da pesquisa mensal de emprego do IBGE, Cimar Azeredo.

 

Em março, a taxa de desemprego para a faixa etária de 16 a 24 anos subiu para 21,1%, a maior desde agosto de 2007. Em fevereiro, a taxa para esse grupo era de 18,9%.

Segundo Azeredo, a taxa de desemprego para a faixa entre 16 e 24 anos é geralmente mais alta porque falta qualificação e experiência, dificultando a inserção no mercado de trabalho.

 

"Com a chegada da crise e um número maior de pessoas procurando trabalho, a qualificação e a experiência vão falar ainda mais alto", disse.

 

No que diz respeito ao desemprego por anos de estudo, Azeredo disse que a faixa mais afetada pela crise é a de desocupados com 8 a 10 anos de estudo, ou seja, que não completaram o segundo grau. Para esse grupamento, a taxa de desemprego subiu de 10,3% em fevereiro para 11,3% em março.

 

Segundo Azeredo, um sinal preocupante em março foi a desaceleração no número de empregados com carteira assinada, que subiu 2,5% ante março de 2008, a menor variação sobre igual mês de ano anterior desde agosto de 2003.

Fonte: Monitor Mercantil