Educadores mostram disposição e lutam pelo piso nacional no País
Até as 18h da última sexta-feira (24), 19 sindicatos vinculados à CNTE (municipais e estaduais) enviaram à Confederação o percentual de adesão à greve nacional realizada no dia 24. Na avaliação do presidente da CNTE, Roberto Leão, a categoria atendeu ao chamado da Confederação e mostrou disposição de luta e continuará mobilizada.
"Vamos realizar quantas greves forem necessárias em defesa da implantação do piso salarial do magistério, em vigor desde janeiro de 2009", reitera. Na manhã da última sexta, mais de cinco mil professores da rede pública do Distrito Federal se reuniram, ao lado da Catedral Metropolitana de Brasília (DF), para decidir os rumos da greve da categoria. A assembleia foi promovida pelo Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), uma das 35 entidades filiadas à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) que apoiaram a greve nacional de advertência realizada na sexta. No Mato Grosso do Sul, 80% das escolas municipais e estaduais também aderiram ao movimento da CNTE. Em Goiás, a estimativa é de que 60% dos professores municipais e 80% dos estaduais tenham paralisado. No Paraná, 90% trabalhadores cruzaram os braços. Já em Sergipe e no Ceará, a adesão foi de 100% das escolas municipais e estaduais e 70% entre os professores do estado, respectivamente. Em São Paulo, cerca de 3 mil professores se reuniram em assembleia da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino do Estado de São Paulo) na Praça da República. Nova paralisação deve ser feita próxima quarta-feira (29), às 14h, com os funcionários públicos do estado. Na Bahia, 90% do estado aderiram ao movimento. No Maranhão, 70% das escolas municipais e a totalidade das escolas da rede estadual paralisaram as atividades. Na Paraíba foram 60% da rede municipal e 100% dos professores estaduais. No Piauí, 70 % das escolas do município e 95% das escolas do estado participaram do protesto. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Estadual (Sinte), em Santa Catarina, não houve aula em todas as escolas estaduais nos três períodos (matutino, vespertino e noturno). No Rio Grande do Sul, os educadores realizaram debates nas escolas e atos públicos regionais. Segundo o Cpers, 80% das redes municipal e estadual paralisaram. O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) também participou da greve convocada pela CNTE. Foi realizada uma reunião dos professores, para a tarde de hoje, no pátio da Assembleia Legislativa. Professores da rede municipal de ensino de Recife se reuniram na manhã de hoje, no pátio da prefeitura, para reivindicar a implementação do piso salarial. Os trabalhadores em educação de Porto Velho interditaram a BR 364. A manifestação se repetiu nas cidades de Ji-Paraná e Vilhena, também em Rondônia. O objetivo da paralisação, proposta pela CNTE, é garantir a aplicação da lei do piso salarial nacional do magistério (Lei 11.738/08), em vigor desde janeiro deste ano. "Temos que defender o direito dos trabalhadores", disse o presidente da CNTE, Roberto Leão, durante a assembleia do Sinpro/DF, em Brasília. De acordo com levantamento feito pela entidade, em janeiro, muitos governadores e municípios descumprem a nova lei. O balanço consolidado deve ser divulgado na segunda-feira (27) pela CNTE. (Fonte:CNTE)
Os docentes votaram contra a política de bonificação por mérito e a favor da incorporação de todas as gratificações ao salário, da reposição salarial de 27,5% e da jornada de trabalho prevista na lei do piso (que prevê 33,3% da jornada de trabalho para atividades extraclasse).
