Se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmar sua visita à Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão (RPBC), na terça-feira (12), provavelmente se defrontará com greve, faixas e manifestações de 5 mil operários de 15 empreiteiras que prestam serviços àquela unidade da Petrobras.

 

A paralisação foi aprovada em assembléia realizada na última sexta-feira (8), à noite, no Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil e Manutenção Industrial (Sintracomos), e será deflagrada à zero hora de segunda-feira (11), por tempo indeterminado.

 

A visita de Lula e da ministra da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff, talvez seja suspensa, conforme comentários ouvidos pelo presidente do sindicato, Geraldino Cruz Nascimento, em conversas com altos funcionários da RPBC. Com data-base em maio, os trabalhadores reivindicam 12% de reajuste salarial, correspondente à inflação de 12 meses e aumento real, além de participação nos lucros e resultados (PLR).

 

As empresas oferecem reajustes, escalonados por faixas salariais, de 5,92%, 4,74% e 2,96%.

 

Caso Lula, Dilma e delegação mantenham a visita, Geraldino garante que "não enfrentarão problemas além de manifestações sindicais que ele e sua ministra conhecem tão bem. Os trabalhadores apóiam o Governo e sua virtual candidata a presidente. A greve não é contra ele e ela". Rescisões trabalhistas Geraldino reclama que o sindicato "teve de negociar parcelamento da dívida e isso é altamente danoso, muito triste. Não permitiremos mais isso. Se for preciso, paralisaremos o trabalho em apoio aos companheiros nessa situação".

 

O presidente do Sintracomos lembra ainda que, em outubro, a empreiteira Norenge prestou serviços de reforma ao Ministério da Marinha, no porto, "e também deixou os trabalhadores na mão: não apareceu nem para dar baixa na carteira de trabalho".

 

Geraldino adianta que o sindicato apresentará levantamento das irregularidades aos Ministérios do Trabalho (MTE) e Público do Trabalho (MPT). Ele pondera que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, veio a Santos, em 27 de abril, "e animou o sindicalismo com seu discurso".

 

"Primeiro, anunciou obras na região. Segundo, foi claro em relação às empresas que recebem verbas do BNDES e depois demitem trabalhadores. Ele orientou os sindicatos a fazerem levantamentos e encaminharem à gerência regional do ministério", finaliza o sindicalista.

Fonte: Diap

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Greve na RPBC pode suspender visita de Lula programada para dia 12

Publicado: 11/05/2009 | 08:49


 

Se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmar sua visita à Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão (RPBC), na terça-feira (12), provavelmente se defrontará com greve, faixas e manifestações de 5 mil operários de 15 empreiteiras que prestam serviços àquela unidade da Petrobras.

 

A paralisação foi aprovada em assembléia realizada na última sexta-feira (8), à noite, no Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil e Manutenção Industrial (Sintracomos), e será deflagrada à zero hora de segunda-feira (11), por tempo indeterminado.

 

A visita de Lula e da ministra da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff, talvez seja suspensa, conforme comentários ouvidos pelo presidente do sindicato, Geraldino Cruz Nascimento, em conversas com altos funcionários da RPBC.

Com data-base em maio, os trabalhadores reivindicam 12% de reajuste salarial, correspondente à inflação de 12 meses e aumento real, além de participação nos lucros e resultados (PLR).

 

As empresas oferecem reajustes, escalonados por faixas salariais, de 5,92%, 4,74% e 2,96%.

 

Caso Lula, Dilma e delegação mantenham a visita, Geraldino garante que "não enfrentarão problemas além de manifestações sindicais que ele e sua ministra conhecem tão bem. Os trabalhadores apóiam o Governo e sua virtual candidata a presidente. A greve não é contra ele e ela".

Rescisões trabalhistas
Geraldino reclama que o sindicato "teve de negociar parcelamento da dívida e isso é altamente danoso, muito triste. Não permitiremos mais isso. Se for preciso, paralisaremos o trabalho em apoio aos companheiros nessa situação".

 

O presidente do Sintracomos lembra ainda que, em outubro, a empreiteira Norenge prestou serviços de reforma ao Ministério da Marinha, no porto, "e também deixou os trabalhadores na mão: não apareceu nem para dar baixa na carteira de trabalho".

 

Geraldino adianta que o sindicato apresentará levantamento das irregularidades aos Ministérios do Trabalho (MTE) e Público do Trabalho (MPT). Ele pondera que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, veio a Santos, em 27 de abril, "e animou o sindicalismo com seu discurso".

 

"Primeiro, anunciou obras na região. Segundo, foi claro em relação às empresas que recebem verbas do BNDES e depois demitem trabalhadores. Ele orientou os sindicatos a fazerem levantamentos e encaminharem à gerência regional do ministério", finaliza o sindicalista.

Fonte: Diap