O parecer do senador Augusto Botelho (PT/RR) ao Projeto de Lei do Senado 26/07, com substitutivo, é uma ameaça aos profissionais de nível médio da Enfermagem.

A proposta altera a Lei 7.498/86, que dispõe sobre a regulamentação do exercício da enfermagem, para estabelecer prazo para a concessão de registro aos atendentes, auxiliares e técnicos de enfermagem e assegurar a esses profissionais acesso diferenciado aos cursos de graduação de nível superior em enfermagem. "O senador demonstra desconhecer a real situação dos profissionais auxiliares e técnicos. Em seu relatório, cita que esses profissionais somam cerca de 100 mil trabalhadores, quando, na verdade, passamos de um milhão e duzentos mil".

E segue: "segundo registros nos conselhos profissionais de Enfermagem. Além disso, o senador reconhece a dificuldade para a formação desse contingente e, mesmo assim, não determina aos governos propiciarem a formação em faculdades públicas, nem indica fonte de custeio para o curso superior".

"É impossível ao trabalhador que ganha em média R$ 600 reais arcar com o custo elevado de faculdade particular, cuja mensalidade é superior a R$ 1.000 reais", critica o vice-presidente da CNTS João Rodrigues Filho.

O projeto é de autoria do senador Tião Viana (PT/AC) e está sob a apreciação da Comissão de Educação. Depois, será examinado pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado, onde tramita em decisão terminativa, antes de seguir para apreciação dos deputados. (Com CNTS)

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PLS 26/07: relator no Senado dá parecer contrário a trabalhadores

Publicado: 25/05/2009 | 09:53


 O parecer do senador Augusto Botelho (PT/RR) ao Projeto de Lei do Senado 26/07, com substitutivo, é uma ameaça aos profissionais de nível médio da Enfermagem.

A proposta altera a Lei 7.498/86, que dispõe sobre a regulamentação do exercício da enfermagem, para estabelecer prazo para a concessão de registro aos atendentes, auxiliares e técnicos de enfermagem e assegurar a esses profissionais acesso diferenciado aos cursos de graduação de nível superior em enfermagem.

"O senador demonstra desconhecer a real situação dos profissionais auxiliares e técnicos. Em seu relatório, cita que esses profissionais somam cerca de 100 mil trabalhadores, quando, na verdade, passamos de um milhão e duzentos mil".

E segue: "segundo registros nos conselhos profissionais de Enfermagem. Além disso, o senador reconhece a dificuldade para a formação desse contingente e, mesmo assim, não determina aos governos propiciarem a formação em faculdades públicas, nem indica fonte de custeio para o curso superior".

"É impossível ao trabalhador que ganha em média R$ 600 reais arcar com o custo elevado de faculdade particular, cuja mensalidade é superior a R$ 1.000 reais", critica o vice-presidente da CNTS João Rodrigues Filho.

O projeto é de autoria do senador Tião Viana (PT/AC) e está sob a apreciação da Comissão de Educação. Depois, será examinado pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado, onde tramita em decisão terminativa, antes de seguir para apreciação dos deputados. (Com CNTS)