Representantes de organizações rurais de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai exigiram uma reforma agrária integral durante a 11ª Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar do Mercosul, realizada em Assunção.

Teodocia Bordón, secretária da Federação de Trabalhadores Agroalimentares do Paraguai, disse que as entidades pediram a inclusão da denominação de "integral" nos processos de reforma agrária, proposta aceita pelos colegas dos demais países do bloco.

Bordón argumentou que as famílias de lavradores não só exigem o acesso à terra, mas também os serviços básicos como saúde, educação, alimentação e roupas.

"Outros de nossos problemas são a concentração de terras nas mãos de poucos, o latifúndio, e as terras improdutivas", afirmou a dirigente.

No plano local, disse que o governo deve deter os desalojamentos de fazendas que são ocupadas por grupos de sem-terra.

No encontro, que termina nesta quinta-feira, o ministro de Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, expressou o interesse do país em cooperar em projetos de "segurança alimentar" através da compra e venda de produtos resultantes da agricultura familiar.

Enquanto isso, o vice-ministro de Agricultura do Paraguai, Andrés Wehrle, disse que, além dos processos de reforma agrária, são analisados temas vinculados às políticas ambientais, de gênero e sobre infância e juventude nas regiões rurais. (Fonte: blog O outro lado da notícia, com agências)

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Organizações rurais de países do Mercosul pedem reforma agrária

Publicado: 5/06/2009 | 09:48


 Representantes de organizações rurais de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai exigiram uma reforma agrária integral durante a 11ª Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar do Mercosul, realizada em Assunção.

Teodocia Bordón, secretária da Federação de Trabalhadores Agroalimentares do Paraguai, disse que as entidades pediram a inclusão da denominação de "integral" nos processos de reforma agrária, proposta aceita pelos colegas dos demais países do bloco.

Bordón argumentou que as famílias de lavradores não só exigem o acesso à terra, mas também os serviços básicos como saúde, educação, alimentação e roupas.

"Outros de nossos problemas são a concentração de terras nas mãos de poucos, o latifúndio, e as terras improdutivas", afirmou a dirigente.

No plano local, disse que o governo deve deter os desalojamentos de fazendas que são ocupadas por grupos de sem-terra.

No encontro, que termina nesta quinta-feira, o ministro de Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, expressou o interesse do país em cooperar em projetos de "segurança alimentar" através da compra e venda de produtos resultantes da agricultura familiar.

Enquanto isso, o vice-ministro de Agricultura do Paraguai, Andrés Wehrle, disse que, além dos processos de reforma agrária, são analisados temas vinculados às políticas ambientais, de gênero e sobre infância e juventude nas regiões rurais. (Fonte: blog O outro lado da notícia, com agências)