Os clientes dos bancos brasileiros podem ficar despreocupados. Eles não correm risco de ficarem no prejuízo no caso de quebradeira, como aconteceu com várias instituições estrangeiras, pegas no contrapé da crise econômica mundial no ano passado.

Segundo o Relatório de Estabilidade Financeira (REF), divulgado ontem pelo Banco Central, os bancos passaram com louvor no teste de estresse, que busca avaliar os impactos causados por oscilações no risco de crédito e nas taxas de juros e de câmbio.

De acordo com o relatório, os bancos brasileiros estão bastante resistentes aos principais fatores de risco.

O teste de estresse demonstrou que somente num cenário extremo, que combinasse choques nas taxas de juros, de câmbio e elevação do risco de crédito, é que os bancos brasileiros poderiam apresentar um índice médio de Basileia inferior aos 11% exigidos pelo Banco Central.

É o índice de Basileia que determina quanto de capital próprio a instituição financeira tem que ter para carregar o risco de suas operações de crédito.

Segundo o BC, mesmo no cenário de crise do segundo semestre de 2008, o índice de Basileia subiu. Na média, ele passou de 15,5% para 17,5%, influenciado por fatores como o ágio nas incorporações e fusões ocorridas no período, a constituição de crédito tributário e algumas mudanças normativas.

O estudo do Banco Central foi supervisionado pelo diretor de Fiscalização, Alvir Hoffman.

O teste demonstrou que, mesmo num cenário extremo, o índice de Basileia ficaria dentro do padrão internacionalmente aceito, embora inferior ao adotado no Brasil.

Nesse cenário bastante ruim, ele baixaria para 10,7%, percentual ainda superior aos 8% recomendados internacionalmente.

Os testes de estresse vêm sendo feitos pelo BC desde 2002. Mensalmente, participam mais de 100 instituições financeiras.

Outros levantamentos que avaliam o volume de liquidez das instituições, considerando os impactos causados por oscilações no câmbio, juros e nos níveis de depósito, demonstraram que os bancos mantiveram, ao longo do segundo semestre, recursos suficientes para fazer frente aos seus compromissos.

De acordo com o relatório, a condução adequada das políticas econômica e monetária contribuiu para minimizar os reflexos da crise no setor financeiro e, por extensão, nos setores produtivos do país. (Fonte: Correio Braziliense)

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Bancos do País estão imunes à crise, revela relatório do Bacen

Publicado: 15/06/2009 | 10:06


 Os clientes dos bancos brasileiros podem ficar despreocupados. Eles não correm risco de ficarem no prejuízo no caso de quebradeira, como aconteceu com várias instituições estrangeiras, pegas no contrapé da crise econômica mundial no ano passado.

Segundo o Relatório de Estabilidade Financeira (REF), divulgado ontem pelo Banco Central, os bancos passaram com louvor no teste de estresse, que busca avaliar os impactos causados por oscilações no risco de crédito e nas taxas de juros e de câmbio.

De acordo com o relatório, os bancos brasileiros estão bastante resistentes aos principais fatores de risco.

O teste de estresse demonstrou que somente num cenário extremo, que combinasse choques nas taxas de juros, de câmbio e elevação do risco de crédito, é que os bancos brasileiros poderiam apresentar um índice médio de Basileia inferior aos 11% exigidos pelo Banco Central.

É o índice de Basileia que determina quanto de capital próprio a instituição financeira tem que ter para carregar o risco de suas operações de crédito.

Segundo o BC, mesmo no cenário de crise do segundo semestre de 2008, o índice de Basileia subiu. Na média, ele passou de 15,5% para 17,5%, influenciado por fatores como o ágio nas incorporações e fusões ocorridas no período, a constituição de crédito tributário e algumas mudanças normativas.

O estudo do Banco Central foi supervisionado pelo diretor de Fiscalização, Alvir Hoffman.

O teste demonstrou que, mesmo num cenário extremo, o índice de Basileia ficaria dentro do padrão internacionalmente aceito, embora inferior ao adotado no Brasil.

Nesse cenário bastante ruim, ele baixaria para 10,7%, percentual ainda superior aos 8% recomendados internacionalmente.

Os testes de estresse vêm sendo feitos pelo BC desde 2002. Mensalmente, participam mais de 100 instituições financeiras.

Outros levantamentos que avaliam o volume de liquidez das instituições, considerando os impactos causados por oscilações no câmbio, juros e nos níveis de depósito, demonstraram que os bancos mantiveram, ao longo do segundo semestre, recursos suficientes para fazer frente aos seus compromissos.

De acordo com o relatório, a condução adequada das políticas econômica e monetária contribuiu para minimizar os reflexos da crise no setor financeiro e, por extensão, nos setores produtivos do país. (Fonte: Correio Braziliense)