Paulo Paim destaca o II Congresso da Nova Central em pronunciamento no Senado

O senador Paulo Paim fez pronunciamento no Senado Federal destacando o II Congresso da Nova Central e elogiando a postura da NCST na defesa dos interesses dos trabalhadores brasileiros. Segundo Paim, a Nova Central é um exemplo de coerência e de compromisso com a organização sindical brasileira. Veja o pronunciamento na íntegra:

Registro sobre o II CONGRESSO DA NOVA CENTRAL.

  

Senhor Presidente,

Senhoras e senhores Senadores.

           

Mais de 1.500 delegados, vindos de todas as regiões do País, estiveram presentes no II Congresso Nacional da Nova Central, realizado de 28 a 29 de junho, com abertura solene em Brasília-DF e plenária, painéis e debates no Centro Técnico de Educação da CNTI, em Luziânia.

            Na abertura do II Congresso, o presidente da NCST, José Calixto Ramos, destacou a trajetória da Nova Central, desde a sua fundação, em 29 de junho de 2005.  Ele afirmou, de forma incisiva, que a Nova Central veio para ficar, pois seu compromisso com a unicidade sindical, a justiça social, o custeio compulsório e a defesa dos direitos sindicais e trabalhistas são princípios que jamais serão abandonados.

            O Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, afirmou, na abertura do II Congresso da NCST, que a Nova Central é herdeira do sonho e dos ideais de Getúlio Vargas, pois, mantém-se identificada com a estrutura da organização sindical brasileira que foi criada no governo Vargas.

            Quando eu fiz a minha intervenção na abertura deste congresso, apontei  os projetos em torno dos quais a Nova Central deve se mobilizar, como, por exemplo, o fim do fator previdenciário, o reajuste para os aposentados, a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, o fim do ....trabalho escravo, a ratificação das convenções 151 e 148 da OIT, a regulamentação da contribuição assistencial, entre outros.   

      Também estiveram lá os deputados Paulinho da Força (PDT-SP), Roberto Santiago (PV-SP), João Dado (PDT-SP) e Arnaldo Faria de Sá (PDT-SP). Vários dirigentes sindicais de confederações e de centrais sindicais ressaltaram a presença da Nova Central no movimento sindical brasileiro, entre eles, José Augusto, coordenador do Fórum Sindical de Trabalhadores e secretário-geral da CNTC; o vice-presidente da CGTB, Ubiraci Dantas; o presidente da UGT, Ricardo Patah; e o  representante da CTB, Moisés Oliveira. 

            Durante o II Congresso foram realizados painéis “A crise mundial e seus impactos”, com as participações dos economistas Sérgio Mendonça, do DIEESE, com o tema “A crise mundial e seus impactos no emprego e na economia brasileira”, José Carlos de Assis, do BNDES, que falou sobre “A política de pleno emprego como alternativa à crise” e o professor Ricardo José de Souza Oliveira, com o tema “Os efeitos sociais e sindicais da crise mundial”.

            Durante os debates foram reafirmadas as decisões anteriores da diretoria executiva e do conselho de representantes da NSCT, de que a crise mundial não pode ser transferida aos trabalhadores, já que não foram eles que a produziram, mas sim a ganância especulativa do capital financeiro e as políticas neoliberais de sucateamento do Estado e a adoração aos princípios de que o mercado resolve tudo. 

            Neste sentido foi aprovado documento no qual a NCST propõe, para o governo brasileiro, alternativas à crise, entre elas a proposta de mudar o eixo da política econômica que, em vez de fixar no controle do câmbio e da inflação seja voltada para a geração do pleno emprego. Entende a Nova Central que há condições especiais para o Brasil aproveitar a crise para um grande salto de crescimento e de desenvolvimento, desde que não se submeta às políticas restritivas impostas por organismos com o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional-FMI.

            O País deve ser independente e soberano na execução da suas políticas de interesse social, sempre no sentido de resgatar a imensa dívida social acumulada ao longo dos anos.

            Entre outras medidas, a NCST propõe uma nova diretriz para os orçamentos públicos de todos os entes federativos nacionais, na qual os gastos com saúde, educação, saneamento, ciência e tecnologia, infra-estrutura, não seja contabilizados como despesas, mas sim como investimentos. 

               O II Congresso foi encerrado com a eleição dos novos membros da Diretoria da Nova Central, a saber : Diretoria Executiva: Presidente - José Calixto Ramos; 1º Vice-Presidente - Omar José Gomes; Vice-Presidente - Heiler Alves Rocha; Vice-Presidente - Geraldo Ramthun; Vice-Presidente - José Alves Paixão ; Vice-Presidente - Luiz Tenório de Lima; Vice Presidente - Norton Ribeiro Hummel; Vice-Presidente - Olímpio Coutinho Filho; Vice-Presidente - Arthur Bueno de Camargo; Secretário Geral - Moacyr Roberto Tesch Auersvald; Diretor de Finanças - João Domingos G. dos Santos; Diretor de Organização de Relações Sindicais e Institucional - Hamiltom Dias de Moura; Diretor de Relações Internacionais - Sérgio Augusto Jury Arnoud; Diretor de Comunicação Social - Sebastião Soares da Silva; Diretor de Assuntos Jurídicos - Francisco Calasans Lacerda; Diretor de Assuntos Parlamentares e Organização Política - Fernando Bandeira; Diretor de Assuntos Trabalhistas, Segurança e Saúde no Trabalho  - Luiz Antônio Festino; Diretor de Assuntos Econômicos - José Reginaldo Inácio; Diretor de Seguridade Social, Aposentados e Pensionistas e Idosos - Celso Amaral de Miranda Pimenta; Diretora Para Assuntos da Mulher e da Juventude - Sônia Maria Zerino da Silva; Diretor de Educação, Formação e Cultura - Ledja Austrilino Silva; Diretor de Assuntos de Cooperativismo e Economia Solidária - Rudiney Vera de Carvalho; Diretor de Assuntos de Turismo, Desporto Lazer - Wilson Pereira.

            Para finalizar, presto aqui as minhas homenagens aos diretores que estão saindo:

Alfredo Brandão Horsth, José Theodoro G. da Silva, Maria das Graças B. Carriconde, Ricardo Baldino de Souza.

 Era o que tinha a dizer,

Sala das Sessões, 09 de junho de 2009.

 Senador Paulo Paim – PT/RS.

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Paulo Paim faz homenagema no Congresso a Nova Central

Publicado: 16/06/2009 | 09:53


 Paulo Paim destaca o II Congresso da Nova Central em pronunciamento no Senado

O senador Paulo Paim fez pronunciamento no Senado Federal destacando o II Congresso da Nova Central e elogiando a postura da NCST na defesa dos interesses dos trabalhadores brasileiros. Segundo Paim, a Nova Central é um exemplo de coerência e de compromisso com a organização sindical brasileira. Veja o pronunciamento na íntegra:

Registro sobre o II CONGRESSO DA NOVA CENTRAL.

  

Senhor Presidente,

Senhoras e senhores Senadores.

           

Mais de 1.500 delegados, vindos de todas as regiões do País, estiveram presentes no II Congresso Nacional da Nova Central, realizado de 28 a 29 de junho, com abertura solene em Brasília-DF e plenária, painéis e debates no Centro Técnico de Educação da CNTI, em Luziânia.

            Na abertura do II Congresso, o presidente da NCST, José Calixto Ramos, destacou a trajetória da Nova Central, desde a sua fundação, em 29 de junho de 2005.  Ele afirmou, de forma incisiva, que a Nova Central veio para ficar, pois seu compromisso com a unicidade sindical, a justiça social, o custeio compulsório e a defesa dos direitos sindicais e trabalhistas são princípios que jamais serão abandonados.

            O Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, afirmou, na abertura do II Congresso da NCST, que a Nova Central é herdeira do sonho e dos ideais de Getúlio Vargas, pois, mantém-se identificada com a estrutura da organização sindical brasileira que foi criada no governo Vargas.

            Quando eu fiz a minha intervenção na abertura deste congresso, apontei  os projetos em torno dos quais a Nova Central deve se mobilizar, como, por exemplo, o fim do fator previdenciário, o reajuste para os aposentados, a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, o fim do ....trabalho escravo, a ratificação das convenções 151 e 148 da OIT, a regulamentação da contribuição assistencial, entre outros.   

      Também estiveram lá os deputados Paulinho da Força (PDT-SP), Roberto Santiago (PV-SP), João Dado (PDT-SP) e Arnaldo Faria de Sá (PDT-SP). Vários dirigentes sindicais de confederações e de centrais sindicais ressaltaram a presença da Nova Central no movimento sindical brasileiro, entre eles, José Augusto, coordenador do Fórum Sindical de Trabalhadores e secretário-geral da CNTC; o vice-presidente da CGTB, Ubiraci Dantas; o presidente da UGT, Ricardo Patah; e o  representante da CTB, Moisés Oliveira. 

            Durante o II Congresso foram realizados painéis “A crise mundial e seus impactos”, com as participações dos economistas Sérgio Mendonça, do DIEESE, com o tema “A crise mundial e seus impactos no emprego e na economia brasileira”, José Carlos de Assis, do BNDES, que falou sobre “A política de pleno emprego como alternativa à crise” e o professor Ricardo José de Souza Oliveira, com o tema “Os efeitos sociais e sindicais da crise mundial”.

            Durante os debates foram reafirmadas as decisões anteriores da diretoria executiva e do conselho de representantes da NSCT, de que a crise mundial não pode ser transferida aos trabalhadores, já que não foram eles que a produziram, mas sim a ganância especulativa do capital financeiro e as políticas neoliberais de sucateamento do Estado e a adoração aos princípios de que o mercado resolve tudo. 

            Neste sentido foi aprovado documento no qual a NCST propõe, para o governo brasileiro, alternativas à crise, entre elas a proposta de mudar o eixo da política econômica que, em vez de fixar no controle do câmbio e da inflação seja voltada para a geração do pleno emprego. Entende a Nova Central que há condições especiais para o Brasil aproveitar a crise para um grande salto de crescimento e de desenvolvimento, desde que não se submeta às políticas restritivas impostas por organismos com o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional-FMI.

            O País deve ser independente e soberano na execução da suas políticas de interesse social, sempre no sentido de resgatar a imensa dívida social acumulada ao longo dos anos.

            Entre outras medidas, a NCST propõe uma nova diretriz para os orçamentos públicos de todos os entes federativos nacionais, na qual os gastos com saúde, educação, saneamento, ciência e tecnologia, infra-estrutura, não seja contabilizados como despesas, mas sim como investimentos. 

               O II Congresso foi encerrado com a eleição dos novos membros da Diretoria da Nova Central, a saber : Diretoria Executiva: Presidente - José Calixto Ramos; 1º Vice-Presidente - Omar José Gomes; Vice-Presidente - Heiler Alves Rocha; Vice-Presidente - Geraldo Ramthun; Vice-Presidente - José Alves Paixão ; Vice-Presidente - Luiz Tenório de Lima; Vice Presidente - Norton Ribeiro Hummel; Vice-Presidente - Olímpio Coutinho Filho; Vice-Presidente - Arthur Bueno de Camargo; Secretário Geral - Moacyr Roberto Tesch Auersvald; Diretor de Finanças - João Domingos G. dos Santos; Diretor de Organização de Relações Sindicais e Institucional - Hamiltom Dias de Moura; Diretor de Relações Internacionais - Sérgio Augusto Jury Arnoud; Diretor de Comunicação Social - Sebastião Soares da Silva; Diretor de Assuntos Jurídicos - Francisco Calasans Lacerda; Diretor de Assuntos Parlamentares e Organização Política - Fernando Bandeira; Diretor de Assuntos Trabalhistas, Segurança e Saúde no Trabalho  - Luiz Antônio Festino; Diretor de Assuntos Econômicos - José Reginaldo Inácio; Diretor de Seguridade Social, Aposentados e Pensionistas e Idosos - Celso Amaral de Miranda Pimenta; Diretora Para Assuntos da Mulher e da Juventude - Sônia Maria Zerino da Silva; Diretor de Educação, Formação e Cultura - Ledja Austrilino Silva; Diretor de Assuntos de Cooperativismo e Economia Solidária - Rudiney Vera de Carvalho; Diretor de Assuntos de Turismo, Desporto Lazer - Wilson Pereira.

            Para finalizar, presto aqui as minhas homenagens aos diretores que estão saindo:

Alfredo Brandão Horsth, José Theodoro G. da Silva, Maria das Graças B. Carriconde, Ricardo Baldino de Souza.

 Era o que tinha a dizer,

Sala das Sessões, 09 de junho de 2009.

 Senador Paulo Paim – PT/RS.