Lula homenageia Apolônio e Renée por papel na Resistência Francesa
Altas autoridades brasileiras e francesas, entre elas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vários ministros participam, nesta segunda-feira (22), da homenagem a Renée e Apolônio de Carvalho, casal que teve grande atuação na Resistência Francesa contra o nazi-fascismo.
Presentes também Yves Saint-Geours e Danilo Santos de Miranda, os presidentes dos Comissariados francês e brasileiro do Ano da França no Brasil, que promove o tributo. Também estarão presentes na Maison de France, no Rio de Janeiro, os ministros Juca Ferreira (Cultura), Paulo Vannucchi (Direitos Humanos) e Luiz Dulci (secretário-geral da Presidência), Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência, e o Cônsul Geral da França no Rio de Janeiro, Hugues Goisbault. No evento, será exibido o longa metragem Vale a pena sonhar de Stela Grisotti e Rudi Böhm, que narra a trajetória de Apolônio de Carvalho. O ato é organizado pelo Consulado da França no Rio, pela diretora Stela Grisotti e a historiadora Nelie Sá. Combates no Brasil, Espanha e França Ele cursou Escola Militar e tornou-se oficial, mas queria mudar a sociedade brasileira e ajudou a fundar a Aliança Nacional Libertadora em 1935. Foi preso pelo governo de Getúlio Vargas, teve sua patente militar destituída e foi expulso do Exército. Em 1937 ele ingressou no Partido Comunista, que o enviou à Espanha - junto com 15 outros brasileiros - para combater na Guerra Civil, nas Brigadas Internacionais contra os fascistas do general Francisco Franco. Em 1940 as tropas de Hitler invadem e ocupam a França. Apolônio foge de Gurs e ingressa na Resistência. E chega a chefiar a guerrilha antinazista no sul da França. Em agosto, comanda a liberação das cidades de Carmaux, Albi e Toulouse. Em 1942, Apolônio conheceu Renée Laugery, jovem marselhesa e militante comunista da Resistência. Renée, que se tornaria sua companheira para o resto da vida, será também homenageada no ato do Ano da França no Brasil. Golpe, cisão, prisão e tortura Em janeiro de 1970 Apolônio de Carvalho tombou nas mãos do aparelho de repressão da ditadura e foi brutalmente torturado - Mário Alves, preso na mesma ocasião, morreu na tortura. Apolônio teve um comportamento heróico, nada revelou a seus torturadores. Foi banido no ano seguinte, trocado pelo embaixador da Suíça junto com 69 presos políticos. Viveu o novo exílio em Argel e em Paris. Retornou ao Brasil com a Anistia de 1979, fixando residência no Rio de Janeiro. No ano seguinte, assinou a ficha número 1 de filiação do PT, onde militou até a morte em 2005, participando da direção petista até 1987. Passou a viver na clandestinidade e militar no PCBR, (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário) até a ditadura militar, quando foi preso e torturado. Em um grupo de 39 presos políticos, foi para Argel em 1970 em troca a um embaixador alemão seqüestrado por um comando revolucionário no Rio de Janeiro. Viveu no exílio em Paris até 1979, quando retornou ao País com a Lei da Anistia. De volta ao País, foi um dos fundadores do PT (Partido dos Trabalhadores), onde militou até sua morte, em 2005. (Fonte: Vermelho, com informações do Ano da França no Brasil)
Um símbolo da luta do povo brasileiro, Apolônio de Carvalho (1912-2005) se engajou no combate a favor dos ideais socialistas e contra os regimes de opressão.
Com a derrota republicana em 1939, foi para a França, onde viveu no campo de refugiados de Gurs.
Por sua coragem, foi considerado um herói na França, onde foi condecorado com a Legião da Honra.
Apolônio voltou com sua família ao Brasil em 1946, prosseguindo a militância comunista. Na clandestinidade depois do golpe militar de 1964, participou da luta interna que questionava a linha oportunista do PCB.
Rompeu com ele em 1968 e com Mário Alves e outros formou o PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário).
