ao cargo, os candidatos a sua sucessão começaram a se movimentar.

Um dos nomes mais cotados é o do senador Garibaldi Alves (PMDB/RN), que, há dois anos, assumiu a presidência da Casa após renúncia de Renan Calheiros (PMDB/AL).

Na terça-feira (30), Garibaldi foi um dos três senadores do PMDB que defenderam publicamente que Sarney se licencie do cargo.  Ao mesmo tempo, mas com pouquíssimas chances, o DEM trabalha para viabilizar o nome de Marco Maciel (DEM/PE) à presidência do Senado.

As chances de Maciel são remotíssimas, pois dificilmente um parlamentar da oposição irá assumir esse posto.

Com a eventual saída de Sarney, a tendência é que o comando da Casa permaneça nas mãos do PMDB. Terá de haver uma nova eleição para escolha de outro presidente.

A avaliação entre os peemedebistas é a de que não há nomes viáveis e de consenso na bancada de 19 senadores em condições de suceder Sarney sem entrar em confronto com o Palácio do Planalto.

As pretensões de Garibaldi de ocupar a presidência da Casa só se tornarão realidade em uma negociação de consenso entre todos os partidos.

Afinal, lembram interlocutores de Sarney, a Constituição proíbe a reeleição de presidentes do Congresso na mesma legislatura.  Garibaldi comandou o Senado entre dezembro de 2007 e fevereiro de 2009 e, por isso, não pôde concorrer à reeleição no início deste ano.

Agora, mesmo com a eleição de Sarney em fevereiro último, Garibaldi não poderia disputar novamente a cadeira de presidente do Senado porque está na mesma legislatura.

"Não tem nenhuma vaga desocupada, não tem porquê se falar nisso", desconversou ontem Garibaldi sobre sua eventual candidatura à sucessão de Sarney.

Entrar no vácuo Sem nomes de peso no PMDB para substituir Sarney, o DEM trabalha para tentar emplacar o senador Marco Maciel (PE).

Ex-vice presidente da República, católico praticante e na vida pública há mais de quatro décadas, Maciel é tido como um "magistrado" capaz de administrar os ânimos exaltados do Senado.

Mas apesar das qualidades vistas até mesmo por seus adversários, o nome de Maciel dificilmente tem chances de emplacar porque o PMDB não vai perdoar a "traição" do DEM, que decidiu pedir o afastamento de Sarney da presidência. (Com Estadão e Agência Estado)

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Garibaldi e Maciel são cotados para presidir o Senado, se Sarney cair

Publicado: 3/07/2009 | 10:53


 ao cargo, os candidatos a sua sucessão começaram a se movimentar.

Um dos nomes mais cotados é o do senador Garibaldi Alves (PMDB/RN), que, há dois anos, assumiu a presidência da Casa após renúncia de Renan Calheiros (PMDB/AL).

Na terça-feira (30), Garibaldi foi um dos três senadores do PMDB que defenderam publicamente que Sarney se licencie do cargo. 

Ao mesmo tempo, mas com pouquíssimas chances, o DEM trabalha para viabilizar o nome de Marco Maciel (DEM/PE) à presidência do Senado.

As chances de Maciel são remotíssimas, pois dificilmente um parlamentar da oposição irá assumir esse posto.

Com a eventual saída de Sarney, a tendência é que o comando da Casa permaneça nas mãos do PMDB. Terá de haver uma nova eleição para escolha de outro presidente.

A avaliação entre os peemedebistas é a de que não há nomes viáveis e de consenso na bancada de 19 senadores em condições de suceder Sarney sem entrar em confronto com o Palácio do Planalto.

As pretensões de Garibaldi de ocupar a presidência da Casa só se tornarão realidade em uma negociação de consenso entre todos os partidos.

Afinal, lembram interlocutores de Sarney, a Constituição proíbe a reeleição de presidentes do Congresso na mesma legislatura. 

Garibaldi comandou o Senado entre dezembro de 2007 e fevereiro de 2009 e, por isso, não pôde concorrer à reeleição no início deste ano.

Agora, mesmo com a eleição de Sarney em fevereiro último, Garibaldi não poderia disputar novamente a cadeira de presidente do Senado porque está na mesma legislatura.

"Não tem nenhuma vaga desocupada, não tem porquê se falar nisso", desconversou ontem Garibaldi sobre sua eventual candidatura à sucessão de Sarney.

Entrar no vácuo
Sem nomes de peso no PMDB para substituir Sarney, o DEM trabalha para tentar emplacar o senador Marco Maciel (PE).

Ex-vice presidente da República, católico praticante e na vida pública há mais de quatro décadas, Maciel é tido como um "magistrado" capaz de administrar os ânimos exaltados do Senado.

Mas apesar das qualidades vistas até mesmo por seus adversários, o nome de Maciel dificilmente tem chances de emplacar porque o PMDB não vai perdoar a "traição" do DEM, que decidiu pedir o afastamento de Sarney da presidência. (Com Estadão e Agência Estado)