O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, anunciaram dados confortáveis sobre o desempenho da economia brasileira para 2010, durante as exposições que fizeram na reunião ministerial na Granja do Torto, coordenada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, as previsões de crescimento da economia brasileira para 2010, com base em dados mais pessimistas, indicam um crescimento entre 2,5% e 3,5%.

Segundo Múcio, os ministros também falaram sobre a expectativa de crescimento para 2009, que devem ficar acima da média mundial. "Isso é uma coisa que nos conforta", disse.

"E mostra que estamos enfrentando a crise com previsão de terminar este ano com saldo positivo, com previsão de geração de novos postos de trabalho, com a economia voltando a dar sinais de reaquecimento e a indústria voltando a contratar e com novas empresas surgindo".

Ainda de acordo com Múcio, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, fez um balanço do crescimento das exportações do setor.

Stephanes disse que alguns mercados, como o asiático, voltaram a ser grandes compradores dos produtos agrícolas brasileiros.

Crédito Mantega afirmou que as políticas anticíclicas adotadas pelo Brasil têm dado bons resultados e reafirmou que o país crescerá ao redor de 1% neste ano. Segundo ele, o Brasil não poderá, por algum tempo, contar com a recuperação das economias avançadas.

"A avaliação que nós fazemos é que as políticas anticrise, as políticas anticíclicas têm dado bom resultado no país, até de maneira superior a outros países emergentes", disse Mantega, após a segunda reunião ministerial do ano.

Segundo Mantega, o Brasil terá um desempenho fiscal em 2009 superior a todos os países do G20, com um déficit nominal em torno de 2% do Produto Interno Bruto (PIB).

"É um desempenho muito satisfatório (frente ao) tamanho da crise que estamos", comentou. O ministro afirmou também que as operações de crédito realizadas pelos bancos públicos desde setembro do ano passado até abril deste ano cresceram 19,5%.

O mesmo tipo de operação realizada pelos bancos privados teve aumento de 2,5% no mesmo período.

Mantega fez uma explanação sobre as medidas tomadas pela Fazenda no combate à crise financeira.

Em sua apresentação, o ministro disse que a tormenta já está menos grave, mas que ainda não acabou.

Selic O ministro afirmou que o quadro de recessão pode durar anos nas economias avançadas.

Além do incentivo à concessão de crédito via bancos públicos, Mantega afirmou que a redução da taxa básica de juros, a Selic, a redução da reserva compulsória dos bancos e as desonerações de impostos concedidas ajudam o Brasil a passar pela crise sentindo efeitos mais brandos.

A demanda do consumidor por crédito em junho cresceu pelo quarto mês consecutivo no Brasil, refletindo a melhora nos prazos e custos dos financiamentos para as pessoas físicas, de acordo com pesquisa divulgada pela Serasa Experian, empresa especializada em análise de crédito.

A baixa renda foi o segmento em que a procura por recursos a prazo mais aumentou no período, na comparação com o mês de maio.

O Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito subiu 4,0% em junho, em relação a maio.

Na comparação com maio de 2008, no entanto, houve uma queda de 1,2%.

No primeiro semestre de 2009, o indicador recuou 6,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

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Crescimento deve ficar acima da média, dizem Mantega e Meirelles

Publicado: 15/07/2009 | 09:55


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, anunciaram dados confortáveis sobre o desempenho da economia brasileira para 2010, durante as exposições que fizeram na reunião ministerial na Granja do Torto, coordenada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, as previsões de crescimento da economia brasileira para 2010, com base em dados mais pessimistas, indicam um crescimento entre 2,5% e 3,5%.

Segundo Múcio, os ministros também falaram sobre a expectativa de crescimento para 2009, que devem ficar acima da média mundial. "Isso é uma coisa que nos conforta", disse.

"E mostra que estamos enfrentando a crise com previsão de terminar este ano com saldo positivo, com previsão de geração de novos postos de trabalho, com a economia voltando a dar sinais de reaquecimento e a indústria voltando a contratar e com novas empresas surgindo".

Ainda de acordo com Múcio, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, fez um balanço do crescimento das exportações do setor.

Stephanes disse que alguns mercados, como o asiático, voltaram a ser grandes compradores dos produtos agrícolas brasileiros.

Crédito
Mantega afirmou que as políticas anticíclicas adotadas pelo Brasil têm dado bons resultados e reafirmou que o país crescerá ao redor de 1% neste ano. Segundo ele, o Brasil não poderá, por algum tempo, contar com a recuperação das economias avançadas.

"A avaliação que nós fazemos é que as políticas anticrise, as políticas anticíclicas têm dado bom resultado no país, até de maneira superior a outros países emergentes", disse Mantega, após a segunda reunião ministerial do ano.

Segundo Mantega, o Brasil terá um desempenho fiscal em 2009 superior a todos os países do G20, com um déficit nominal em torno de 2% do Produto Interno Bruto (PIB).

"É um desempenho muito satisfatório (frente ao) tamanho da crise que estamos", comentou.
O ministro afirmou também que as operações de crédito realizadas pelos bancos públicos desde setembro do ano passado até abril deste ano cresceram 19,5%.

O mesmo tipo de operação realizada pelos bancos privados teve aumento de 2,5% no mesmo período.

Mantega fez uma explanação sobre as medidas tomadas pela Fazenda no combate à crise financeira.

Em sua apresentação, o ministro disse que a tormenta já está menos grave, mas que ainda não acabou.

Selic
O ministro afirmou que o quadro de recessão pode durar anos nas economias avançadas.

Além do incentivo à concessão de crédito via bancos públicos, Mantega afirmou que a redução da taxa básica de juros, a Selic, a redução da reserva compulsória dos bancos e as desonerações de impostos concedidas ajudam o Brasil a passar pela crise sentindo efeitos mais brandos.

A demanda do consumidor por crédito em junho cresceu pelo quarto mês consecutivo no Brasil, refletindo a melhora nos prazos e custos dos financiamentos para as pessoas físicas, de acordo com pesquisa divulgada pela Serasa Experian, empresa especializada em análise de crédito.

A baixa renda foi o segmento em que a procura por recursos a prazo mais aumentou no período, na comparação com o mês de maio.

O Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito subiu 4,0% em junho, em relação a maio.

Na comparação com maio de 2008, no entanto, houve uma queda de 1,2%.

No primeiro semestre de 2009, o indicador recuou 6,8% em relação ao mesmo período do ano passado.