Aclamado pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul depois de receber o apoio dos dois adversários no encontro estadual do PT, neste domingo (19), o ministro da Justiça, Tarso Genro, ofereceu a vaga de vice ao PDT.

Os petistas gaúchos também decidiram buscar a adesão do PSB e do PCdoB para recompor a chamada Frente Popular, e sepultaram de vez as esperanças da direção nacional do partido de incluir o Estado na troca de apoios com o PMDB em favor da candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República.

Para o ministro, a decisão não atrapalha os planos do PT nacional para Dilma porque o PMDB é "muito irregular" no país e em regiões como o Rio Grande do Sul é o "principal adversário" do partido.

Além disso, os pemedebistas constituem o "cerne" do governo de Yeda Crusius (PSDB) e no estado "sempre fizeram coalizões de direita" contra os petistas, explicou. Segundo ele, Dilma terá dois palanques no estado e não há "objeção" a "qualquer partido" que queira aderir à sua candidatura.

Quando questionado se a defesa do senador José Sarney, do PMDB não poderia desgastar a candidatura da ministra, Genro afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito um "esforço" para garantir a "estabilidade" necessária à instituição.

"Isso não significa solidariedade dele com qualquer erro que alguém tenha cometido", disse.

"Pelo contrário, a Polícia Federal está trabalhando junto com o Ministério Público e a luta contra a corrupção vai continuar, eu permanecendo ou não no ministério", disse.

Ele não fixou prazo para deixar o comando da pasta, mas disse que em 30 dias Lula deve "dar orientação" a respeito.

Genro também evitou comentar a crise que envolve o governo do Estado em diversas denúncias de corrupção, inclusive de uso de recursos de caixa 2 na campanha de 2006 em benefício pessoal da governadora, porque, na condição de ministro, mantém "relações institucionais" com o Executivo gaúcho.

"Só vou fazer quando estiver oficializado como candidato", afirmou. "Não devemos criar polêmicas que atrapalhem os programas federais aqui".

Genro iniciou a disputa pela indicação do partido com o apoio de correntes como a Democracia Socialista, Esquerda Democrática e PT Amplo.

A expectativa dele era vencer com mais de 70% dos votos, mas ontem seus dois adversários, o deputado estadual Adão Villaverde, do grupo Construindo um Novo Brasil, e o prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, da Articulação de Esquerda, decidiram apoiar o ministro. (Fonte: Valor Econômico)

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Ministro Tarso Genro é escolhido candidato do PT/RS por unanimidade

Publicado: 22/07/2009 | 09:29


Aclamado pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul depois de receber o apoio dos dois adversários no encontro estadual do PT, neste domingo (19), o ministro da Justiça, Tarso Genro, ofereceu a vaga de vice ao PDT.

Os petistas gaúchos também decidiram buscar a adesão do PSB e do PCdoB para recompor a chamada Frente Popular, e sepultaram de vez as esperanças da direção nacional do partido de incluir o Estado na troca de apoios com o PMDB em favor da candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República.

Para o ministro, a decisão não atrapalha os planos do PT nacional para Dilma porque o PMDB é "muito irregular" no país e em regiões como o Rio Grande do Sul é o "principal adversário" do partido.

Além disso, os pemedebistas constituem o "cerne" do governo de Yeda Crusius (PSDB) e no estado "sempre fizeram coalizões de direita" contra os petistas, explicou.

Segundo ele, Dilma terá dois palanques no estado e não há "objeção" a "qualquer partido" que queira aderir à sua candidatura.

Quando questionado se a defesa do senador José Sarney, do PMDB não poderia desgastar a candidatura da ministra, Genro afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito um "esforço" para garantir a "estabilidade" necessária à instituição.

"Isso não significa solidariedade dele com qualquer erro que alguém tenha cometido", disse.

"Pelo contrário, a Polícia Federal está trabalhando junto com o Ministério Público e a luta contra a corrupção vai continuar, eu permanecendo ou não no ministério", disse.

Ele não fixou prazo para deixar o comando da pasta, mas disse que em 30 dias Lula deve "dar orientação" a respeito.

Genro também evitou comentar a crise que envolve o governo do Estado em diversas denúncias de corrupção, inclusive de uso de recursos de caixa 2 na campanha de 2006 em benefício pessoal da governadora, porque, na condição de ministro, mantém "relações institucionais" com o Executivo gaúcho.

"Só vou fazer quando estiver oficializado como candidato", afirmou. "Não devemos criar polêmicas que atrapalhem os programas federais aqui".

Genro iniciou a disputa pela indicação do partido com o apoio de correntes como a Democracia Socialista, Esquerda Democrática e PT Amplo.

A expectativa dele era vencer com mais de 70% dos votos, mas ontem seus dois adversários, o deputado estadual Adão Villaverde, do grupo Construindo um Novo Brasil, e o prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, da Articulação de Esquerda, decidiram apoiar o ministro. (Fonte: Valor Econômico)