O único sobrevivente da chacina em um assentamento em Brejo da Madre de Deus (PE), numa segunda-feira (6), falou pela primeira vez sobre o caso.

Ele é a principal testemunha do assassinato de cinco trabalhadores rurais, no começo do mês. Para a polícia, o crime não tem ligação com a disputa de terra.

Na casa em construção, local dos assassinatos, a obra foi retomada e o clima no assentamento é aparentemente tranquilo.

Uma situação diferente do dia seis de julho, quando uma chacina deixou cinco trabalhadores rurais mortos e um ferido. O único sobrevivente resolveu falar sobre o assunto, mas o medo impediu que ele mostrasse o rosto.

"Dois elementos em uma moto passaram, voltaram, pararam e perguntaram onde é a casa de seu Dezinho. Aí, informaram onde era. Aí, um dos criminosos já foi anunciando o assalto. Aí, naquilo ali só escutei os disparos de água de fogo", contou a vítima.

O agricultor, que está sem proteção policial e sob os cuidados do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), disse não fazer ideia do que possa ter motivado a chacina.

"Alguma coisa tem que ter porque eles não vão chegar para logo assim matando logo quatro, cinco de uma vez", completou o sobrevivente.

No início das investigações a polícia trabalhava com três hipóteses: assalto, vingança e crime relacionado a conflito agrário. Hoje, após 20 testemunhas terem prestado depoimento, as possibilidades de latrocínio e disputa de terra perderam força. Foi o que disse o delegado responsável pelas investigações.

"Não havia indícios de conflito agrário. As coisas naquele assentamento estavam muito bem resolvidas.

O presidente, infelizmente, teve a vida ceifada por uma fatalidade talvez. Talvez o caso não fosse direcionado a ele. Se foi, nós acreditamos, pelo menos até onde apuramos até agora, que não há envolvimento em questão agrária", disse Sérgio Moura, delegado de polícia. (Fonte: G1)

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PE: sobrevivente de chacina conta como ocorreu crime em assentamento

Publicado: 23/07/2009 | 09:45


O único sobrevivente da chacina em um assentamento em Brejo da Madre de Deus (PE), numa segunda-feira (6), falou pela primeira vez sobre o caso.

Ele é a principal testemunha do assassinato de cinco trabalhadores rurais, no começo do mês.

Para a polícia, o crime não tem ligação com a disputa de terra.

Na casa em construção, local dos assassinatos, a obra foi retomada e o clima no assentamento é aparentemente tranquilo.

Uma situação diferente do dia seis de julho, quando uma chacina deixou cinco trabalhadores rurais mortos e um ferido.

O único sobrevivente resolveu falar sobre o assunto, mas o medo impediu que ele mostrasse o rosto.

"Dois elementos em uma moto passaram, voltaram, pararam e perguntaram onde é a casa de seu Dezinho. Aí, informaram onde era. Aí, um dos criminosos já foi anunciando o assalto. Aí, naquilo ali só escutei os disparos de água de fogo", contou a vítima.

O agricultor, que está sem proteção policial e sob os cuidados do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), disse não fazer ideia do que possa ter motivado a chacina.

"Alguma coisa tem que ter porque eles não vão chegar para logo assim matando logo quatro, cinco de uma vez", completou o sobrevivente.

No início das investigações a polícia trabalhava com três hipóteses: assalto, vingança e crime relacionado a conflito agrário.

Hoje, após 20 testemunhas terem prestado depoimento, as possibilidades de latrocínio e disputa de terra perderam força.

Foi o que disse o delegado responsável pelas investigações.

"Não havia indícios de conflito agrário. As coisas naquele assentamento estavam muito bem resolvidas.

O presidente, infelizmente, teve a vida ceifada por uma fatalidade talvez. Talvez o caso não fosse direcionado a ele.

Se foi, nós acreditamos, pelo menos até onde apuramos até agora, que não há envolvimento em questão agrária", disse Sérgio Moura, delegado de polícia. (Fonte: G1)