Lupi: FGTS injeta R$ 33 bilhões na economia no primeiro semestre
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi informou, na última quinta-feira (23), que o volume de recursos injetado na economia brasileira no primeiro semestre deste ano pelo Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) somou R$ 32,97 bilhões, o que representa um crescimento de 12,4% em relação ao mesmo período do ano passado (R$ 29,32 bilhões).
Do volume total de recursos injetado na economia nos seis primeiros meses deste ano, segundo informou Lupi, R$ 24,83 bilhões referem-se aos saques feitos por trabalhadores que perderam seus empregos, ou para a compra da casa própria.
Isso representa um aumento de 24,5% em relação ao valor sacado pelos trabalhadores no primeiro semestre de 2008 (R$ 19,93 bilhões).
O aumento de saques está relacionado com a crise financeira internacional, que elevou o volume de demissões no país.
Ao mesmo tempo, outros R$ 4,82 bilhões foram repassados a tomadores de financiamento nas áreas de habitação e saneamento nos seis primeiros meses de 2009.
Os subsídios para habitação popular, por sua vez, totalizaram R$ 990 milhões no primeiro semestre, informou o Ministério do Trabalho.
Já o fundo de investimentos, com recursos do FGTS, aportou outros R$ 1,96 bilhão na economia no período.
O Ministério do Trabalho informou ainda que, nos seis primeiros meses deste ano, a arrecadação bruta do FGTS somou R$ 27,13 bilhões.
Neste caso, também não foram fornecidos dados sobre o primeiro semestre do ano passado para efeito de comparação.
No mesmo período, o volume de saques nas contas vinculadas dos trabalhadores totalizou R$ 24,83 bilhões, o que resultou em uma arrecadação líquida de R$ 2,3 bilhões.
Desemprego
A taxa de desemprego da economia medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que caiu pelo terceiro mês consecutivo em junho para 8,1%, deve continuar em queda no restante deste ano e de 2010, segundo expectativa do ministro.
"Os pessimistas estão se adaptando à realidade do Brasil. O país já venceu essa crise e vai gerar mais de um milhão de empregos neste ano. A queda do desemprego vai se acentuar no segundo semestre deste ano. Acredito que fiquemos entre 7% e 7,5% [no fim de 2009]. Fico feliz em começar a confirmar as previsões que muitos achavam que era só do meu otimismo", disse ele.
Segundo a série histórica do IBGE, em 7,5% a taxa de desemprego retornaria ao patamar registrado em outubro do ano passado. Em dezembro de 2008, a taxa foi de 6,8% - o menor patamar de toda a série histórica do IBGE.
"Vamos voltar ao nível pré-crise. Teremos um segundo semestre muito forte, com sazonalidade e alguns setores que crescem mais, como serviços. Pelo comportamento de reação, também da economia internacional, é que eu avalio que a economia vai gerar mais de um milhão de empregos", disse. (Fonte: Blog O outro lado da notícia, com agências)
