Industriais gaúchos estão mais confiantes em relação à economia do estado e do País
Os industriais gaúchos estão mais otimistas com relação à economia do seu estado e, consequentemente, com a do País nos próximos seis meses. É o que revela a Sondagem Industrial da Fiergs (Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul) divulgada na segunda-feira (27).
"Assim como os resultados verificados para os empresários no Brasil, os dados do Rio Grande do Sul sinalizam que o segundo semestre de 2009 deve ser melhor que o primeiro. O pior da crise, para a indústria, parece ter passado", ressaltou o presidente da Fiergs, Paulo Tigre.
Segundo o levantamento, a expansão de demanda registrou 58 pontos. Vale lembrar que a pesquisa avalia os resultados de zero a cem pontos, sendo que, abaixo de 50 pontos, são considerados negativos e, acima desse valor, indicam uma análise positiva.
Outros indicadores
Apesar de negativo, o indicador de produção, que registrou 49 pontos no segundo trimestre de 2009, é 20 pontos superior ao do primeiro trimestre deste ano, o que sinaliza melhora nas expectativas.
Seguindo o mesmo período de análise, os estoques de produtos finais atingiram 46 pontos, o melhor resultado do indicador desde o início da crise.
Outro indicador com resultado negativo, mas que já indica melhora, quando comparado ao levantamento anterior, é o do emprego, com 46 pontos.
Problemas
O levantamento aponta ainda que 49% dos empresários industriais gaúchos não estão satisfeitos com a sua margem de lucro. Com isso, o indicador de lucro operacional registrou 38 pontos no segundo trimestre desse ano.
Em relação ao crédito, 39,1% relataram que não estão satisfeitos com o acesso às linhas de financiamento. Diante desse cenário, o indicador de acesso ao crédito ficou em 39 pontos, utilizando a mesma base comparativa.
A maioria dos empresários, no caso, 66%, relataram que um dos maiores problemas enfrentados no segundo trimestre desse ano foi a falta de demanda. Outros 59% citaram como empecilho a carga tributária. Em seguida, aparecem a competição acirrada, lembrada por 56%, a falta de capital de giro (24%), a taxa elevada de juros (19,5%) e o câmbio (19,5%). Vale lembrar que os empresários, nesse caso, poderiam escolher mais de uma opção.
Fonte: InfoMoney
