Paulinho é reeleito na Força em Congresso que reuniu 4 mil trabalhadores
Os cerca de quatro mil trabalhadores que participaram do 6º Congresso Nacional da Força Sindical, encerrado no último dia 31, na cidade de Praia Grande, litoral paulista, elegeram a nova direção nacional da entidade.
O atual presidente da Força, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP), foi reeleito presidente da central para um mandato de mais quatro anos.
Com o tema Toda Força pelo Trabalho Decente, a palavra de ordem do Congresso foi "40 horas já!", indicando que a principal tarefa definida pelos delegados será pressionar o Congresso Nacional para que a emenda constitucional que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário seja aprovada.
Nos debates, no segundo dia (30) do 6º Congresso da Força Sindical, com debate dos temas nos oito grupos, ganhou destaque também a presença da mulher e dos servidores públicos.
As trabalhadoras, especialmente, compareceram com um bloco compacto, cujo centro é a reivindicação de maior presença nas instâncias de direção da central.
Os servidores, que até este Congresso tinham ocupado espaço secundário, passam a reivindicar uma presença mais afirmativa na estrutura e nas políticas 'forcistas'.
Na avaliação de um consultor sindical presente, e atento, a Força saiu do 6º Congresso na condição de central "trabalhadora, nacional e brasileira", indicando um crescimento para a base, ou seja, em direção às categorias econômicas profissionais.
No plano de lutas debatido, votado e aprovado na sexta-feira, último dia de Congresso, três bandeiras ganharam relevância: jornada de trabalho de 40 horas semanais; ratificação das Convenções 158 da OIT (que proíbe demissão imotivada) e da 151, que garante a negociação dos Servidores; e fim do fator previdenciário, que aumenta o prazo de contribuição e reduz o valor das aposentadorias.
Maior
Durante o 6º Congresso, o maior da história da Força Sindical, foi realizada a 3ª Conferência Internacional da Força Sindical, com a presença de 38 delegações internacionais que representaram os trabalhadores de 33 países.
Na quarta-feira (29), a solenidade de abertura do Congresso teve a presença de todos os presidentes das demais centrais sindicais em atuação no Brasil (CUT, Nova Central, UGT, CTB e CGTB).
Os ministros Luiz Dulci (Secretaria-geral da Presidência), Carlos Lupi (Trabalho) e José Pimentel (Previdência) também compareceram, além de prefeitos e parlamentares de diferentes legendas, como os deputados federais Marcio França, presidente do PSB no estado de São Paulo, José Genoino (PT/SP), Brizola Neto (PDT/RJ) e o vereador Jamil Murad, que representou a direção nacional do PCdoB. (Com Agência Sindical)
