O secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Quintino Severo, avalia o mandato da atual diretoria da central e as perspectivas da luta do movimento sindical e popular para o próximo período, assinalando que a entidade cumpriu seu papel "como central sindical que mobiliza, faz luta, negocia e, ao mesmo tempo, disputa um projeto de hegemonia na sociedade".

Quintino será o coordenador do 10º Congresso Nacional da CUT, que começa nesta segunda-feira (3), com o lema "Desenvolvimento com Trabalho, Renda e Direitos".

"Outro ponto que considero fundamental é a política de valorização do salário mínimo. Nós iniciamos este processo em 2004, mas ele se consolidou neste mandato por meio de um grande acordo nacional com o Governo, estabelecendo uma política de recuperação do poder de compra", lembra Quintino, observando que o desafio que o movimento sindical tem agora "é transformar este acordo em lei".

O dirigente da CUT comenta que várias das iniciativas que o Governo teve no último período junto ao Congresso Nacional, em relação a temas que interessam aos trabalhadores, foram resultado de pressões exercidas pela Central, por meio da articulação à mobilização.

"O envio das Convenções 151 e 158 da OIT ao Congresso foi causado pela ação da CUT, embora não tenhamos concluído este processo", cita.

Presença na base "Nossa ação foi mais global, o que resultou na ampliação da nossa base de representação, nos debates, nas campanhas salariais. Isso foi fundamental para mantermos a heterogeneidade, este simbolismo campo e cidade, público e privado", destaca.

Quintino Severo ressalta que a CUT também reforçou a defesa dos trabalhadores e cobrou a presença do Estado no enfrentamento da crise financeira mundial: "Tivemos uma posição firme em defesa dos direitos, dos salários e empregos, sublinhando que a melhor arma para enfrentar a crise era precisamente o mercado interno".

"Nossa central, pela responsabilidade que tem, pela sua história, grandeza e pelo que representa, é um pólo de aglutinação do conjunto dos movimentos sociais. Conseguimos corresponder às expectativas da sociedade brasileira e derrotamos o projeto neoliberal naquele momento em que a direita e a mídia apostaram no retrocesso", enfatiza.

Pré-sal "A CUT teve papel de destaque na campanha pela anulação do leilão da Vale e segurou firme a bandeira da retomada de várias empresas estatais. O princípio da CUT foi sempre de que o Estado tem papel fundamental, determinante, indutor. Como é o caso da Petrobrás e de um novo marco regulatório para o petróleo", completa. (Fonte: Portal Mundo do Trabalho)

" />

Coordenador do 10º Congresso da CUT, reafirma bandeiras da central

Publicado: 4/08/2009 | 09:41


O secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Quintino Severo, avalia o mandato da atual diretoria da central e as perspectivas da luta do movimento sindical e popular para o próximo período, assinalando que a entidade cumpriu seu papel "como central sindical que mobiliza, faz luta, negocia e, ao mesmo tempo, disputa um projeto de hegemonia na sociedade".

Quintino será o coordenador do 10º Congresso Nacional da CUT, que começa nesta segunda-feira (3), com o lema "Desenvolvimento com Trabalho, Renda e Direitos".

"Outro ponto que considero fundamental é a política de valorização do salário mínimo. Nós iniciamos este processo em 2004, mas ele se consolidou neste mandato por meio de um grande acordo nacional com o Governo, estabelecendo uma política de recuperação do poder de compra", lembra Quintino, observando que o desafio que o movimento sindical tem agora "é transformar este acordo em lei".

O dirigente da CUT comenta que várias das iniciativas que o Governo teve no último período junto ao Congresso Nacional, em relação a temas que interessam aos trabalhadores, foram resultado de pressões exercidas pela Central, por meio da articulação à mobilização.

"O envio das Convenções 151 e 158 da OIT ao Congresso foi causado pela ação da CUT, embora não tenhamos concluído este processo", cita.

Presença na base
"Nossa ação foi mais global, o que resultou na ampliação da nossa base de representação, nos debates, nas campanhas salariais. Isso foi fundamental para mantermos a heterogeneidade, este simbolismo campo e cidade, público e privado", destaca.

Quintino Severo ressalta que a CUT também reforçou a defesa dos trabalhadores e cobrou a presença do Estado no enfrentamento da crise financeira mundial:

"Tivemos uma posição firme em defesa dos direitos, dos salários e empregos, sublinhando que a melhor arma para enfrentar a crise era precisamente o mercado interno".

"Nossa central, pela responsabilidade que tem, pela sua história, grandeza e pelo que representa, é um pólo de aglutinação do conjunto dos movimentos sociais. Conseguimos corresponder às expectativas da sociedade brasileira e derrotamos o projeto neoliberal naquele momento em que a direita e a mídia apostaram no retrocesso", enfatiza.

Pré-sal
"A CUT teve papel de destaque na campanha pela anulação do leilão da Vale e segurou firme a bandeira da retomada de várias empresas estatais. O princípio da CUT foi sempre de que o Estado tem papel fundamental, determinante, indutor. Como é o caso da Petrobrás e de um novo marco regulatório para o petróleo", completa. (Fonte: Portal Mundo do Trabalho)