Greve nos Correios: ECT e Lula reclamam volta dos servidores ao trabalho
Trabalhadores dos Correios decidiram, na última sexta-feira (18), voltar ao trabalho na Bahia, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Santa Maria (RS), Ribeirão Preto e Bauru (SP). Segundo o comando nacional da greve iniciada na terça-feira (15), continuam em greve funcionários da ECT filiados a 29 dos 35 sindicatos da categoria.
A empresa entrou com processo de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
A ECT, que propôs reajuste imediato de 9% e aumento linear de R$ 100 a partir de janeiro, qualifica a greve como um movimento abusivo e pede que o Tribunal exija, em caráter liminar, a suspensão da greve.
Segundo o TST, o documento da estatal apresenta cláusulas de natureza econômica relacionadas com o plano de cargos e salários.
Em visita ao Rio Grande do Sul, o presidente Lula rebateu as críticas que recebeu de um grupo de funcionários da ECT que compareceu a uma solenidade com faixas de protesto e gritando palavras de ontem responsabilizando Lula pela greve.
O presidente defendeu a proposta dos Correios e criticou os manifestantes.
"A proposta para os Correios é razoável e eu acho que a vanguarda deveria se curvar diante da vontade da maioria, porque a assembleia que decidiu pela greve não tinha mais que cem pessoas lá em Brasília. Eu conheço essa história. Eu conheço lideranças covardes que são capazes de gritar greve e não são capazes de dizer que está na hora da gente voltar a trabalhar".
O presidente disse ainda que houve ganho salarial para a categoria em seu governo e que não há razão para o movimento grevista.
"Os companheiros dos Correios sabem que praticamente no meu governo nós dobramos o valor do salário. Portanto, é importante que a vanguarda do movimento, em nome das diferenças políticas, não leve os trabalhadores e as trabalhadoras a prejuízos salariais, porque na hora que começar a descontar o dia, as pessoas vão perceber que o sonho de querer tudo termina não tendo nada", disse o presidente.
Os funcionários da ECT pedem reajuste salarial de 41,03% e aumento de R$ 300 no piso da categoria, vale-alimentação de R$ 30 e auxílio cesta básica de R$ 250, além de redução da jornada de trabalho e contratação de mais servidores por concurso.
(Fonte: Brasília Confidencial)
