Melhoria no mercado de trabalho impulsiona confiança do consumidor

Publicado: 27/11/2009 | 08:21


A recuperação do mercado de trabalho, vista no terceiro trimestre deste ano, foi o principal motivo para a elevação no Índice de Confiança do Consumidor do mês de novembro, medido pela FGV (Fundação Getulio Vargas), e pela maior intenção de compra de bens duráveis.

Divulgado na quarta-feira (25), o índice mostrou uma elevação na quantidade de pessoas que querem adquirir produtos de maior valor: foram 9,7% registrados em outubro, ante 11,2% em novembro. No mês passado, esse índice havia caído 3 pontos percentuais, já que foi de 12,7% em setembro.

São considerados bens duráveis itens como eletrodomésticos, automóveis e móveis.

Economia em recuperação
Segundo a coordenadora técnica da Sondagem de Expectativa do Consumidor, Viviane Seda, a hipótese para a maior expectativa de consumo de bens duráveis é que o consumidor está enxergando melhoria no cenário econômico como um todo.

"Com a maior oferta de trabalho, o consumidor está com renda disponível maior. Ele vê que a taxa de juros está equilibrada, a inflação controlada. Por isso, a avaliação está mais favorável", explicou Viviane. "Em outubro, ele estava mais cauteloso com as compras, controlando mais seu orçamento, em vez de gastar", disse.

IPI
Viviane aponta ainda que o consumidor está aproveitando a redução do IPI sobre automóveis e eletrodomésticos da linha branca para antecipar a compra de tais produtos. "Provavelmente, estamos saindo dessa fase de transição do consumidor, e ele próprio está se ajustando para comprar mais nos próximos meses", afirmou a coordenadora da sondagem.

Apesar de o consumo de bens duráveis representar um relativo endividamento dos consumidores durante alguns meses, Viviane descarta que este seja motivo para uma queda na intenção de compra de duráveis nos próximos meses.

Ainda sobre o aumento da pretensão de compra destes produtos que ocorreu em novembro, ela disse que ocorreu excluindo a sazonalidade (o aquecimento do período de Natal), o que confirma ainda mais a melhora na confiança.

"A tendência é que [a avaliação dos consumidores] melhore em todos os sentidos porque as projeções do cenário econômico são de resultados melhores ainda", finalizou.

Fonte: InfoMoney