CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL VAI À CAMARA

Publicado: 17/12/2009 | 06:52




O movimento sindical sai vitorioso no Senado Federal. O PLS 248/06, que regulamenta a contribuição assistencial foi aprovado em votação simbólica na tarde desta quarta-feira, a sessão foi conduzida pelo senador José Sarney.

Líderes sindicais foram determinantes na aprovação do projeto, desde o início da semana visitaram todos os senadores afim de conseguir apoio para a aprovação, cerca de 70 sindicalistas marcaram presença no plenário da Casa.

O presidente da FUPESP, Damázio Sena, comentou sobre a decisão no Senado. “Importante decisão, certamente se aprovado na Câmara dos Deputados o movimento sindical vai ficar mais fortalecido, na verdade muitas iniciativas deixam de ocorrer em função da falta de recursos, e certamente o impasse que temos convivido entre sindicatos e procuradores do MPT chegará ao fim. A compulsoriedade vai colocar um ponto final nisso,” disse dr. Damázio.

Para o senador Paulo Paim, autor do Projeto, a aprovação é uma conquista do trabalhador brasileiro. “Quando construí o Projeto foi numa plenária aqui no Congresso Nacional e contou com a participação de mais de mil sindicalistas. É bom lembrar que o principal objetivo é conter o conflito que tem ocorrido há anos entre o MPT, sindicalistas, empregadores e trabalhadores, e com a aprovação todos saem ganhando,” disse Paim, que acredita na aprovação do Projeto na Câmara dos Deputados ainda em 2010. “Tenho conversado com muitos deputados, principalmente àqueles que têm compromisso com os trabalhadores e a expectativa é que vai ser aprovado rapidamente. Acredito que ainda nos primeiros meses, tenho convicção disso.” Conclui.

O senador Inácio Arruda, que relatou o Projeto na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), segue a mesma linha de otimismo de Paulo Paim. “O PLS 248/06 está muito bem feito, acredito que será aprovado, não há como deixar de aplicar isso em 2010. É insustentável lidar com as pressões do MPT nos estados e municípios em cima dos sindicatos, com isso, tudo se resolve, ”disse Inácio.

Senadores acreditam em aprovação na Câmara dos Deputados.

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