O sindicato dos trabalhadores públicos da Grécia (Adedy) convocou uma greve de 24 horas para o dia 16 de março, em protesto contra as medidas de austeridade que o governo pretende adotar para reduzir o pesado déficit de seu orçamento. "Levando em consideração os desdobramentos negativos, o anúncio de novas medidas e os cortes e reduções de salários, (o conselho executivo) decidiu na sessão de hoje dar prosseguimento à proposta de greve de 24 horas no dia 16 de março" afirmou a Adedy, em nota. A greve é a terceira convocada pela Adedy desde o início do ano para protestar contra os planos de austeridade anunciados pelo governo, que incluem o congelamento dos salários dos servidores e cortes de benefícios. As informações são da Dow Jones. Pacote causa prejuízos só aos trabalhadores

O governo grego aprovou nesta quarta-feira um novo pacote de aumento de impostos e corte de gastos que deve levar a uma economia de 4,8 bilhões de euros, aliviando a crise orçamentária em que o país está afundado.

As medidas incluem aumentos nos impostos sobre vendas, cigarros e bebidas alcoólicas, cortes no abono de férias a funcionários públicos e congelamento de pensões.

A União Europeia tinha pedido providências austeras do governo da Grécia para evitar que a crise no país arrastasse o bloco junto. No entanto, o pacote foi duramente criticado por sindicatos gregos, que classificaram as medidas de "injustas" e ameaçaram organizam greves em protesto.

Já o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, afirmou que o plano prova que o governo grego está comprometido com a tomada de "todas as medidas necessárias" para reduzir o déficit do país.

"Tempos de guerra"

O primeiro-ministro grego, George Papandreou, comparou a crise atual com "tempos de guerra".

"Essas decisões são necessárias para a sobrevivência do país e da economia, mas a Grécia pode sair do turbilhão de especuladores e difamação, de forma a podermos respirar e continuar a lutar", disse Papandreou.

O governo socialista grego prometeu reduzir o déficit de 12,7% do PIB – quatro vezes acima do limite imposto para a zona do euro – para 8,7% em 2010. Além disso, o país promete reduzir a sua dívida de 300 bilhões de euros.

O euro chegou a subir em relação ao dólar, depois do anúncio das novas medidas de austeridade do governo grego.

O líder do partido Comunista grego descreveu o plano como "vergonhoso" e convocou os trabalhadores a um levante contra a União Europeia e os mercados internacionais.

Na quarta-feira, Panayiotis Vavouyios, líder da associação dos servidores públicos aposentados, disse que a situação é "difícil". "Estes cortes vão nos levar ao limite", afirmou. A crise na Grécia resulta da farra especulativa dos bancos e dos lucros absurdos das demais empresas, enquanto os trabalhadores perdem vários direitos com a implementação de políticas neoliberais. 

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Crise mundial: servidores públicos convocam greve geral na Grécia

Publicado: 4/03/2010 | 10:52


 O sindicato dos trabalhadores públicos da Grécia (Adedy) convocou uma greve de 24 horas para o dia 16 de março, em protesto contra as medidas de austeridade que o governo pretende adotar para reduzir o pesado déficit de seu orçamento. "Levando em consideração os desdobramentos negativos, o anúncio de novas medidas e os cortes e reduções de salários, (o conselho executivo) decidiu na sessão de hoje dar prosseguimento à proposta de greve de 24 horas no dia 16 de março" afirmou a Adedy, em nota.
A greve é a terceira convocada pela Adedy desde o início do ano para protestar contra os planos de austeridade anunciados pelo governo, que incluem o congelamento dos salários dos servidores e cortes de benefícios. As informações são da Dow Jones.

Pacote causa prejuízos só aos trabalhadores


O governo grego aprovou nesta quarta-feira um novo pacote de aumento de impostos e corte de gastos que deve levar a uma economia de 4,8 bilhões de euros, aliviando a crise orçamentária em que o país está afundado.

As medidas incluem aumentos nos impostos sobre vendas, cigarros e bebidas alcoólicas, cortes no abono de férias a funcionários públicos e congelamento de pensões.

A União Europeia tinha pedido providências austeras do governo da Grécia para evitar que a crise no país arrastasse o bloco junto. No entanto, o pacote foi duramente criticado por sindicatos gregos, que classificaram as medidas de "injustas" e ameaçaram organizam greves em protesto.

Já o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, afirmou que o plano prova que o governo grego está comprometido com a tomada de "todas as medidas necessárias" para reduzir o déficit do país.

"Tempos de guerra"

O primeiro-ministro grego, George Papandreou, comparou a crise atual com "tempos de guerra".

"Essas decisões são necessárias para a sobrevivência do país e da economia, mas a Grécia pode sair do turbilhão de especuladores e difamação, de forma a podermos respirar e continuar a lutar", disse Papandreou.

O governo socialista grego prometeu reduzir o déficit de 12,7% do PIB – quatro vezes acima do limite imposto para a zona do euro – para 8,7% em 2010. Além disso, o país promete reduzir a sua dívida de 300 bilhões de euros.

O euro chegou a subir em relação ao dólar, depois do anúncio das novas medidas de austeridade do governo grego.

O líder do partido Comunista grego descreveu o plano como "vergonhoso" e convocou os trabalhadores a um levante contra a União Europeia e os mercados internacionais.

Na quarta-feira, Panayiotis Vavouyios, líder da associação dos servidores públicos aposentados, disse que a situação é "difícil". "Estes cortes vão nos levar ao limite", afirmou.

A crise na Grécia resulta da farra especulativa dos bancos e dos lucros absurdos das demais empresas, enquanto os trabalhadores perdem vários direitos com a implementação de políticas neoliberais.