FUPESP PARTICIPA DE DEPÓSITO DA CONVENÇÃO 151 EM GENEBRA - SUIÇA

Publicado: 22/06/2010 | 06:55




Representando a Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) e a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), o presidente da Federação dos Servidores Municipais do Estado de São Paulo (FUPESP), Damazio Sena, e o tesoureiro geral, Jonas Anunciação, participaram da 99ª Conferência Internacional do Trabalho, realizada em Genebra. Na ocasião, os sindicalistas tiveram a oportunidade de acompanhar o depósito da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), feito pelo ministro do trabalho Carlos Lupi, no dia 15 de junho.



Para Damazio Sena, esse foi o ponto alto da Conferência, já que os servidores públicos brasileiros lutavam há mais de três décadas para que o país aderisse à norma. “Essa Conferência foi de fundamental importância para os servidores públicos, em particular porque tivemos a oportunidade de participar do ato do depósito da Convenção, ao lado do presidente da CSPB, João Domingos. Foi uma ocasião ímpar estar presente num momento tão importante”, disse.



A delegação composta por nove diretores da CSPB partiu para Genebra no dia 12 de junho e retornou ao Brasil neste domingo, 20, com fim da Conferência. Além de ministros, chefes de Estado e sindicalistas, participou ainda da Conferência, um representante do Grupo de Banqueiros para discutir os efeitos e causas da crise econômica que os países europeus estão enfrentando. “A presença dele foi muito relevante porque uma das temáticas que se colocou na Conferência foi a não responsabilidade dos trabalhadores na crise econômica que o mundo vive hoje, portanto não podem ser penalizados por isso aí, nem receber o ônus dos prejuízos dos empresários”, disse Jonas Anunciação.

Segundo Anunciação, se, de um lado os trabalhadores colocam que a crise foi gerada pelos banqueiros e empresários e reivindicam melhorias de condições de trabalho e de vida, do outro, os representantes dos governos dizem que, para atender as reivindicações, é preciso que haja reformas trabalhista e fiscal. “É uma pré-condição, ou seja, os trabalhadores aceitam uma reforma fiscal e trabalhista, e os empresários e banqueiros oferecem alguns direitos. Por isso, a Conferência deixou como gancho uma proposta de que o empresariado e a classe trabalhadora dos países participantes da OIT continuem se reunindo para que se alcance o consenso”, explicou.

O evento discutiu ainda o Pacto Global pelo Emprego, políticas macroeconômicas, o papel do emprego produtivo e da proteção social na realização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da ONU, trabalho decente para trabalhadores domésticos, HIV/AIDS no mundo do trabalho, a estratégia objetiva do emprego e a Declaração de 1998 sobre os Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho.

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